A exposição Frida e Eu, em cartaz em São Paulo, Brasil, desde Março, está patente até ao dia 29 de Julho e já recebeu mais de 15 mil visitantes. Direcionada para o público com idades entre cinco e 10 anos, a exposição é composta por seis eixos temáticos e pretende, de forma interativa, despertar a curiosidade e interesse das crianças pelas obras da pintora mexicana Frida Kahlo.

As seis partes da mostra: Autorretrato, Família, Dor, Natureza, Diego e Paris abordam a obra e a vida da artista com formas lúdicas e sensoriais. “É uma exposição interactiva, onde as pessoas não só olham, mas interagem o tempo inteiro e convidam as famílias a interagir também. É interessante analisar como cada família busca aproveitar o espaço de diferentes maneiras, que não só observando”, indica Thiago Martins, sócio da Bacuri Cultural, produtora responsável por levar a exposição a São Paulo.

Desde a infância, a trajectória da artista é marcada pela dor. Primeiro ao ter poliomelite, que a deixou com uma deficiência no pé que a fazia mancar. Depois, aos 18 anos, num acidente de trânsito que a deixou imóvel por muito tempo. Para trabalhar essas questões, o eixo Frida e a Dor traz elementos que permitem ao visitante, por exemplo, deitar numa cama como a que a artista ficou após o acidente. “Ao deitar, se ver no espelho e desenhar, consegue-se imaginar como foi passar tanto tempo na mesma posição. Mesmo assim ela conseguia através da arte se expressar”, desraca Martins.

O eixo Frida e Família, por sua vez, traz a árvore genealógica da pintora, permitindo que a criança pense sobre as origens dela. No eixo sobre autorretratos, o visitante é convidado a criar “sua” Casa Azul, onde Frida morou em diversas fases da vida. Para pensar sobre a natureza e o contato frequente de Frida com animais e plantas, há um espaço para identificar animais por meio de reprodução sonora. O pintor Diego Rivera, grande amor de Frida, tem uma estação especial na mostra. E o eixo Frida e Paris, por fim, explora um universo surrealista.