O AtWork é um formato educativo itinerante, concebido pela lettera27 e Simon Njami, que utiliza o processo criativo pra estimular o pensamento crítico e o debate entre os participantes, selecionados por meio de um open all. Algo que contribuiu para inspirar uma nova geração de pensadores.
Esta é a primeira edição em Portugal do workshop criativo AtWork,  depois de passar por  Angola e Zimbabwe a exposição com livre entrada fica por Lisboa até 14 de Outubro de 2017 de Quarta-feira a Sábado, das 15h às 19h..

Durante os dias 15 e 17 de Setembro de 2017, um grupo de jovens de diferentes idades e backgrounds, orientados pelo escritor Simon Njami e com medição de Herberto Smith, António Brito Guterres e Jeanne Mercier, trabalharam em volta de cadernos de desenho da Moleshike de forma a captar ideias e pensamentos que se transformaram em obras de arte.
Foi um workshop com o tema “where do we go from here” promovido também pela ONG Italiana letrera27 em parceria com o Hangar.

Os cadernos são agora apresentados na exposição AtWork Lisboa, com a presença dos jovens artistas:

– Ana Filipa Tavares
– Andrea Duron
Álvaro Tavares Guilherme
– Gabriel de Moura
– Gil
– Lion Maré Djaci
– Lubanzadyo Bula
– Milton Varela
– NgolaQuest
– Nedylia Rosa
– Nádia Lima
– Pereira Bárbara
– Rafael de Almeida
– Suleiman Suaré

Fomos visitar a exposição no dia 22 de Setembro, onde conhecemos e vimos trabalhos expostos de muitos artistas dos quais com quem falamos e ficamos a saber mais sobre os seus projectos, ideias, inspirações e ideais.

Álvaro Tavares Guilherme (Pharaysizz) – houve um convite por parte do Lion Maré Djaci e Herberto Smith para participar no AtWork no Hangar.

Após uma reunião, tivemos a curadoria com o Simon, algo importante para nós na fase em que nos encontramos, como artistas para expormos os nossos trabalhos. Como negros, por vezes sofremos na Europa, e muitas vezes a melhor forma de conseguirmos superar isso e através da arte, ao mostrar do que somos capazes. Ajuda-nos a descobrir e conhecer quem está a nossa volta dentro da nossa comunidade.

Lion Maré Djaci – com as minhas fotos quis mostrar um bocado de mim, sou fotógrafo e quero transmitir através da minha visão um bocado de mim, conseguem ver os meus andamentos as minhas aventuras e viagens, é a minha vida.
Espero que as pessoas consigam ver para além das fotos, ver a história e terem ideia daquilo que quero mostrar, não quero que apenas vejam e digam que está bonito, quero que puxem pela cabeça e imaginem.

Sendo africano, quero influenciar e incentivar os outros a fazer mais e melhor, a arte é o fio condutor para tal.

Gil – sou de Luanda e resido em Lisboa, descobri que o meu ser e a minha essência aqui era produzir arte moderna.

Fiz uma peça chamada “A – Loop vs Loop B”, existe um conflito de frequências, tentei criar um anti-loop porque se formos analisar, nós vivemos num loop e sabemos o que vai acontecer de segunda a domingo. Se não tivermos uma mini previsão disso, não estamos adaptados a sociedade de hoje.
Tendo essa consciência, eu decidi criar uma frequência diferente que não se assemelha a uma frequência regular chamado o 24/7. Eu já vivo, progrido e evoluo num meu próprio loop.

A minha peça é um sinal de trânsito STOP, de sentido proibido que por si já é um anti-loop na sua essência, frequência que não se pode seguir. Usei o conceito do Tom and Jerry, do gato e rato em que de uma forma positiva o Jerry “ganha”, e isso está na peça.

Para saíres de uma frequência, tens de adiantar a tua velocidade ou diminuir uma para sentires a tua própria frequência, foi o que decidi fazer. E deu me a possibilidade de errar e novos erros levam-te a novas etapas.

É necessário este tipo de iniciativas, a começar pelos cotas que expõem os seus trabalhos e convidam-nos, e dão a oportunidade aos outros de conhecerem os nossos trabalhos e a nós.