Foi no dia 15 de dezembro que os Estados Unidos da América pararam e de seguida o mundo também. Foi nesse dia que o tão esperado álbum de Eminem foi lançado Revival, o nono da sua carreira.

Após quatro anos sem lançar um álbum, apenas singles controversos e críticos da sociedade norte-americana. Eminem decidiu dar aos seus fãs uma prenda de natal antecipada. Um álbum com 19 temas, todos eles carregados de sentimento, raiva, medos e paixão.

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Revival conta com a participação de artistas bem conhecidos como, Beyoncé, Pink, Ed Sheeran, Alicia Keys e Skylar Grey. A produção do álbum ocorreu entre 2016 e 2017, onde Dr. Dre foi o produtor executivo, e trabalhou com Rick Rubin.

Em análise, após ouvi-lo com alguma atenção, curiosidade e expectativas altas, ficámos um pouco desiludidos com o produto final. O álbum não está de acordo com o expectável, é apenas mais um trabalho de Eminem, não é dos melhores álbuns, aliás está entre os mais fracos do rapper.

Atrevo-me a dizer que o álbum acaba por ser um pouco desatualizado. Não é moderno e parece que EM’ não se esforçou para estar a par da actualidade musical. Apesar de tudo arriscou na música “Believe”, com um instrumental mais recente e o flow mais alterado e mexido do que o normal.

As letras são o que se esperava, profundas e muito pessoais. Como “Bad Husband” em que o rapper faz uma confissão de abuso e ao mesmo tempo pede desculpas à sua ex – mulher: “You hit me once, and that i would use to continue the pattern of abuse. Why did I punch back?” descrevendo a relação problemática que teve.

“Castle” que é uma carta a filha Hailie, fala do medo, nervosismo e entusiasmo, que o assombravam na altura em que soube que ia ser pai. Eminem, deixa-nos a pensar quando rima “’ll put out this last album, then I’m done with it” será que é o ultimo álbum e vai deixar o rap? Esperemos que não.

E como não podia faltar, Eminem crítica o presidente dos EUA, Donald Trump na música “Like Home”, com Alicia Keys e “Untouchable” onde detalha da melhor forma possível o privilégio branco.

Com algum destaque, temos a música “Walk on Water” com Beyoncé, “Tragedic Endings” com a Skylar Grey que nos faz lembrar “I Need a Doctor”, de Dr. Dre, com a participação do próprio Eminem. Ainda “Arose” e “River” que conta com a colaboração de Ed Sheeran. As restantes músicas ficaram um pouco aquém e sem muito interesse, ouvem-se apenas.

O que poderia ter sido um renascimento (Revival, em português) para Eminem, não o foi. Num modo geral, não é um álbum mau, é um trabalho que fica na discografia, mas sem grande ênfase na sua carreira. Mas, Eminem será sempre o Eminem, o Rap God.