Aos 21 anos de idade, Rosa Soares prepara-se para lançar a quarta obra literária “Flores não são para os mortos”. O lançamento do seu trabalho mais recente vai decorrer no Palácio de Ferro, em Luanda, Angola.

A escritora angolana começou a carreira literária aos 17 anos e, hoje, com apenas 21 anos, tem uma trajectória que espelha o casamento. A sua obra de estreia “Uma Versão Diferente da Vida” foi lançada em 2013 e valeu-lhe o prémio “Criança Visionária” na 1º Gala de Valorização de Capital Humano. A segunda obra “Met(amor)fose”, em 2015 e no ano a seguir “O nosso Natal”.

Em Julho de 2017, concluiu uma formação de dois anos na African Leadership Academy (ALA), em Joanesburgo, onde estudou Escrita e Retórica, Literatura Africana, Artes Criativas e Literatura Inglesa pelo Cambridge International A Levels.

Em conversa com a BANTUMEN, Rosa Soares falou dos seus projectos e a dimensão da figura construída por si. Rosa espera com o seu trabalho servir de motivação para muitos jovens do seu país e de outras paragens do mundo.

O mundo dos livros chegou-lhe por influência da irmã mais velha que na altura oferecia sempre livros de banda desenhadas. A Turma da Mónica, o Tio Patinhas e tantos outros, foram livros que a fizeram apaixonar pela leitura e pela escrita.

Em 2011, criou o blog “Entre Nós Mulheres”, voltado para adolescentes onde abordava temas da vida académica, as relações pessoais e profissionais e a moda. Em simultâneo, passou a usar o blogue para partilhar as suas histórias e começou a ter uma maior aceitação de quem a seguia. Posteriormente, trocou o nome do blog para “Meu Agridoce”, um ajuste a nova fase da sua vida.

Uma publicação partilhada por Rosa Soares (@rosa_soares) a
Encontra motivação na existência e no mistério para desmistificar a própria existência. Quanto à inspiração, é a própria vida que move. Confessa ser uma mulher muito observadora que se deixa levar pelos detalhes da vida.

Através da Academia Visa, Rosa Soares aposta na formação da próxima geração de líderes africanos. Recruta jovens, dos 16 aos 19 anos, em todos os países africanos, que sejam apaixonados pelo continente. A rentabilização total dos seus trabalhos, ainda que pouca, segundo a escritora é aplicada na expansão da sua carreira.

“Flores não são para os mortos”
Ivan Caupers & Rosa Soares

“Nunca quis fazer nada muito distante daquilo que acredito que é a minha missão. Esta escolha é a união entre o que gosto de fazer e o que o mundo precisa.”

Depois da formação na ALA, a obra “Flores não são para os mortos” é o resultado final de uma evolução em termos de técnica literária e complexidade de enredo. Este é o primeiro romance onde a escritora explora temas como a depressão e a espiritualidade, desafiando crenças e visões do público angolano.