Para a sua mais recente exposição, o Indi Nunez escolheu a sala Tejo do renovado Altice Arena, um dos principais espaços de entretenimento e cultura na capital portuguesa.

Como pano de fundo, Fidjus Di Tchon – Pés no Chão, Terra no Sangue revela-nos a experiência retratada em fotografia da viagem à descoberta da Guiné-Bissau, feita por Indi durante três meses. A mostra de fotografia resultou em 25 retratos, selecionadas de um conjunto de mais de 1500.

Guiné-Bissau é um país tropical na costa atlântica ocidental de África, conhecido pelos parques nacionais e pela vida selvagem. Esta é a primeira descrição do país para quem googlar. Mas é muito mais do que um país tropical. Estende-se por mais de 36 mil Km2 , onde a cultura sobreviveu quase intacta desde a chegada de Nuno Tristão em 1446. Teve a sua independência em 1974 e vive uma instabilidade económica, política e social até aos dias hoje.

Uma publicação partilhada por Indi Nunez (@indinunez_) a Mas essa instabilidade não impediu Indi de percorrer de bicicleta por Saltinho Gabu, Varela, Ponta de pedra, Bafatá, e Bubaque um dos arquipélagos de Bijagos.

Indi está habituado a trilhar caminhos insidiosos em busca de conhecimento e da fotografia perfeita. A primeira exposição do fotógrafo foi Solitude, depois de ter passado pelos Camarões, onde presenciou “a luta pela sobrevivência diária” no Vietname, Laos, Tailândia, Camboja e Myanmar, onde aprendeu o verdadeiro sentido do “não ter nada” e “ter tudo para dar”. Essa mostra teve lugar no Jardim Botânico da Ajuda, Lisboa

A segunda exposição aconteceu em parceria com a artista plástica Piera, com o tema  FragMENTES, organizada pela BANTUMEN e que reuniu artes plásticas, fotografia e música durante três dias, em Novembro de 2016, na Casa de Angola, em também na capital portuguesa.

Indi admitiu que foi difícil fazer uma triagem das melhores fotos para a exposição no Meo Arena. Apesar dos altos e baixos da viagem, foi o contacto com as pessoas e a estética deslumbrante do país que encontrou que tornou difícil o regresso a Portugal.

“A maior dificuldade que encontrei foi mesmo vir embora e ter de deixar aquele país lindo,” confessou o fotógrafo à BANTUMEN.