A 20 de Dezembro, Paris viu surgir no metro uma campanha publicitária de sensibilização contra a despigmentação da pele. A iniciativa surgiu através da associação francesa Esprit d’Ebène.

Com o nome Stop Dépigmentation, o projecto pretende alertar homens e mulheres africanos, asiáticos e magrebinos de todos os extratos sociais para os perigos que implicam o branqueamento da pele e a “consciencializar que a beleza é plural”, explica Mohamedy Yaffa, membro da associação, em entrevista à Africultures.

Para levar avante a campanha, Esprit d’Ebène realizou um inquérito onde apuraram que em 800 pessoas, 20% declarou usar produtos para despigmentar a pele, se do que a maioria são mulheres entre os 20 e os 30 anos.

Alguns dos problemas de saúde relacionados a esta prática são deterioração grave da epiderme, acne severo e estrias. A médio prazo as consequências são ainda piores: hipertensão diabetes e cancro da pele.

Durante a campanha de sensibilização serão ainda organizadas oficinas locais para discutir com o público-alvo sobre as consequências da despigmentação da pele, mas também e sobretudo a aceitação de si mesmo.

No final da campanha e graças a todos os depoimentos, retornos, fotos e números coletados, a associação vai criar um fórum de eventos. “Será um ponto de partida para a defesa de uma melhor representação de toda a população francesa na mídia, no mundo da moda e nos órgãos representativos”, indicou Yaffa.