No início do dia desta quarta-feira, 27 de dezembro, vários meios de comunicação angolanos e internacionais falavam da perda do contacto com o Angosat. No entanto, o governo angolano veio revelar que o lançamento do primeiro satélite nacional não está comprometido, desmentindo a existência de qualquer problema.

De acordo com o secretário de Estado para as Tecnologias de Informação, Manuel Homem, o Angosat fez “um percurso normal” e já se encontra na órbita planeada.

Ao fim da manhã, responsáveis russos disseram à AFP terem perdido o contacto com o Angosat, lançado esta terça-feira, falando numa interrupção de comunicações “temporária, com perda de telemetria”.

O primeiro satélite angolano foi projetado para órbita a partir de Baikonur, no Cazaquistão, numa operação coordenada pela Roscosmos, a agência espacial russa. Os detalhes do alegado corte de comunicações não foram divulgados.

Este lançamento esta a ser projectado há 15 anos, representou um investimento de cerca de 320 milhões de dólares, sendo que o governo angolano formou perto de 50 especialistas para garantir a gestão das infraestruturas inerentes. O objetivo passa por reforçar os serviços de telecomunicações africanos.

Já se encontra reservada 40% da capacidade comercial do satélite, com participações acordadas de Moçambique, República Democrática do Congo, África do Sul e Namíbia.