Depois da confusão que envolveu a H&M, gerada pelo marketing apelidado por muitos de racista, estivemos à conversa com Vado Más Ki Ás sobre a sociedade em pleno século 21. O rapper do bairro 6 de maio, da Amadora, Portugal, em cada letra que escreve presta homenagem aos mais desfavorecidos.

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Para quem conversa dois minutos com o músico, rapidamente se apercebe das convicções de igualdade que tenta transparecer nas suas música. Vado revelou-nos que sofreu na pele de racismo e que as suas origens são um motivo de orgulho, nem ele nem ninguém as devem esconder.

“Só existe uma raça, o ser-humano e mais nenhuma”, palavras do rapper, que sublinhou ainda a importância do bairro onde passou a maior parte da sua vida. Em cada trabalho que coloca no mercado, transporta para o mundo um pouco da sua história.

“Nunca vou tolerar o racismo. Somos humanos, somos todos iguais. Nascemos e morremos da mesma forma. Nós temos todos nariz, olhos e boca. Precisamos de paz e amor na nossa comunidade. Racismo e discriminação são palavras que nem deviam de existir. Esse é o ponto mais fraco do ser humano”, disse Vado.

O rapper salientou ainda que o futuro passa por ensinar aos mais jovens que somos todos iguais. Devemos incutir uma mentalidade direccionada para a construção de um mundo melhor, fundamentado por paz e amor. Palavras acertadas de um português que muita vez se sente um estrangeiro no seu próprio país.

2017 foi o melhor ano profissional de Vado Más Ki Ás, que correu Portugal, de norte a sul, e a Europa, em concertos. Para saberes mais carrega play na entrevista do artista à BANTUMEN.