O gestor de fundos norte-americano Martin Shkreli verá confiscados bens no valor de 5,9 milhões de euros, incluindo o único exemplar de um álbum dos Wu-Tang Clan, no âmbito da condenação num caso de fraude fiscal.

Um juiz de Nova Iorque determinou na segunda-feira que Martin Shkreli, de 34 anos, terá de entregar quatro milhões de dólares que tem numa conta, assim como uma série de outros bens, incluindo a única cópia do disco “Once Upon a Time in Shaolin”, que comprou por 1,6 milhões de euros, em 2015.

O gestor de fundos, que se tornou conhecido internacionalmente quando multiplicou o preço de um medicamento destinado a seropositivos, produzido por uma das empresas na qual havia investido, terá ainda de entregar, entre outros, um quadro de Pablo Picasso.

Martin Shkreli foi condenado em agosto do ano passado por ter defraudado, em pelo menos 8,8 milhões de euros, os investidores na empresa de gestão de fundos MSMB Capital, negócio de que era dono antes de mudar para o setor farmacêutico.

O gestor de fundos vai conhecer a sentença na sexta-feira.

De acordo com a investigação, Shkreli fez crer aos investidores que o fundo estava a ter sucesso em Wall Street e que iriam ganhar muito dinheiro, quando na realidade estava a registar perdas.

Filho de uma família de imigrantes, em Brooklyn, Nova Iorque, Martin Shkreli cirou o fundo de investimento em 2006 e, uns anos mais tarde, chegou a ser incluído na lista da revista Forbes dos investidores de maior sucesso com menos de 30 anos.