Assim que acordares, experimenta ouvir Da Soul. A vibe e positivismo transmitidos pela sua música vão dar-te a energia interior que precisas para enfrentar a azáfama do dia-a-dia. Este é o nosso segundo #BRIGHT.

Foi através do hip hop que Da Soul descobriu a música, mas foi já adulto que decidiu começar a estudar música para melhor compreender e aplicar as suas composições. Cresceu em Mem Martins, na Linha de Sintra, e começou a produzir de forma profissional há cinco ou seis anos. Lançou vários sons com alguns amigos, dentro do hip hop, afro house e afro soul. Mas desde que estuda na Escola de Música do Monte Abraão, que passou a fazer um trabalho numa vertente “mais filosófica, espiritual e religiosa”. O seu último produto é “Tributo a Xangô”, em homenagem ao Orixá da justiça e do fogo.

“O que me fez estudar música foi o gosto pela música. Não foi tanto a ambição de chegar longe e alcançar qualquer tipo de fama ou reconhecimento. Eu costumo dizer que faço música para o meu próprio consolo. Decidi estudar música pelo gosto, pela vibração, pelas frequências, pelos timbres que podes encontrar, a beleza de cada acorde, porque cada acorde tem a sua própria história, a sua própria ressonância”, explicou-nos durante uma entrevista num jardim em Lisboa.

Da Soul começou a estudar a produção musical e tirou um curso de DJ e produtor musical, para complementar ao que foi aprendendo sozinho através de vídeos na Internet. “Sinto que agora, começo a ter uma noção do que é a música em termos estruturais. O ouvido é tudo mas assim sentes que não estás a navegar sem uma base. E quando começas a perceber as regras musicais, desde a construção de acordes e a estrutura da própria música, os vários ritmos e a forma como a sociedade influência os vários ritmos, é a forma como consegues perceber as várias melodias.”

As influências passam claro pelo hip hop e rnb, mas “as minhas origens são angolanas, então estaria a mentir se não dissesse que sinto mais a vibe africana a influência do semba, do afrohouse são as vibrações que vivem dentro de mim”. Paulo Flores, Bonga, Waldemar Bastos e Tito Paris são quem mais admira, além do rei da pop Michael Jackson.

O seu último trabalho trabalho, “Tributo a Xangô”, faz parte do álbum Regeneração, que deverá sair ainda este ano. “Vai ser um álbum diferente. A nível da construção e da forma como eu próprio estou a evoluir enquanto ser-humano”, avisa-nos o artista.

Sobre a forma como devemos apreciar o que vai compondo, Da Soul tem uma fórmula muito simples: “Quando ouvirem a minha música, tentem não pensar. Tentem apenas sentir e, de alguma forma, vão identificar-se com essa energia, que no fundo é a minha vibe, a minha energia”.