Quando a Microsoft apresentou o Windows 10S no ano passado, o novo operador até parecia um bom update projectado para computadores não tão poderosos e um alternativa para os Chromebooks mais baratos. Mas bastava olhar com atenção para perceber que o novo sistema operativo de Bill Gates era um grande fail.

Não se pode instalar programas normais do Windows no 10S, porque os únicos softwares que consegue rodar são as apps da Plataforma Universal do Windows (UWP, na sigla em inglês) que estão disponíveis na Windows Store que, por sua vez, mais se parece mais com um deserto.

Para tornar tudo ainda pior, a Microsoft colocou o Windows 10S como padrão em sistemas caros como o Surface Laptop, o que força as pessoas a gastar tempo atualizando para o verdadeiro Windows 10 para utilizar todo o potencial do dispositivo. Apesar deste upgrade ser gratuito por um tempo limitado no Surface Laptop, não acontece o mesmo em outros sistemas com o Windows 10S, que só permite o upgrade depois do utilizador pagar pelo luxo de ter um sistema operacional de verdade.

Finalmente, parece que a Microsoft apercebeu-se do erro e descontinuou o produto. A empresa vai deixar de lançar o Windows 10S como uma versão distinta do Windows, e em vez disso vai disponibilizar as suas funcionalidades como um modo opcional dentro do sistema operacional a partir de 2019. Em breve, se escolas e negócios quiserem bloquear os seus dispositivos com o Windows 10, poderão fazê-lo ligando o modo 10S do sistema.

As novidades desta transição foram espalhadas no início de fevereiro e agora o presidente de sistemas operacionais da Microsoft, Joe Belfiore, confirmou a mudança no Twitter.