O fundador e CEO do Facebook falou pela primeira vez, desde que foi revelado o escândalo dos Cambridge Analytica Files – o roubo de informações de 50 milhões de utilizadores para influenciar a eleição de Donald Trump nos EUA e favorecer o Brexit.

Zuckerberg escreveu no seu perfil de Facebook que tem a responsabilidade de proteger os dados dos seus utilizadores e que não falou até agora porque queria “perceber exactamente o que aconteceu e como garantir que não volta a acontecer”.

Para prevenir que novos casos como os do Cambridge Analytica voltem a acontecer, o CEO da rede social confirmou que já foram tomadas medidas. Vão ser investigadas todas as apps que tiveram acesso a grandes quantidades de informação antes das restrições feitas à plataforma de apps do Facebook em 2014.

A segunda envolverá mais limitações no acesso a dados pessoais por parte das apps do Facebook. “Por exemplo, vamos remover o acesso dos programadores aos teus dados se não usaste a sua aplicação em três meses”, escreveu. Além disso, quando te registares numa app de Facebook, ela passará a ter acesso apenas ao teu nome, foto de perfil e endereço de e-mail – nada mais.

A terceira e última medida (para já) passará por tornar mais visíveis as ferramentas que permitem aos utilizadores gerir as aplicações associadas ao seu perfil.