Depois de uma versão árabe da Vogue, Naomi Campbell fala sobre uma possível versão africana da “bíblia da moda” para ajudar a colocar sob os holofotes a contribuição do continente para a indústria da moda.

A manequim está à em Lagos, Nigéria, para associar à Arise Fashion Week. Conde Nas, editora das 23 versões da Vogue ainda não reagiu ao desejo de Campbell.

“Precisamos de uma Vogue África. Há uma Vogue árabe. A lógica normal dita que faz sentido haver uma Vogue África. África nunca teve a oportunidade de dar a sua contribuição para a moda e ver os seus tecidos e produtos aceitos globalmente”, disse a  supermodelo no evento, que despoletou várias reacções dos seus seguidores no Twitter.

A indústria global da moda tem atraído muitas críticas nos últimos anos devido à falta de diversidade, sendo a maioria dos modelos, homens e mulheres, que trabalham para grandes estilistas e marcas, brancos.

“As pessoas acabaram por perceber que não é a cor da sua pele que define quem pode fazer um trabalho ou não”, disse a modelo, acrescentando que tinha visto sinais de que a indústria da moda estava a tornar-se mais diversificada, com a nomeação de Edward Enninful como editor-chefe da Vogue britânica em abril do ano passado. Enninful, que nasceu no Gana, é o primeiro editor negro na história de 100 anos da revista, e o primeiro homem a assumir esse cargo.