Mamadou Dian Diallo nasceu na Guiné- Conakry e vive em França desde 2001. Depois de concluir o seu mestrado em Gestão de Negócios, em 2005, o empreendedor representou grandes marcas da gastronomia fina e espirituosa, como Moët Hennessy, Laurent Perrier, Moet & Chandon, Veuve Cliquot, entre outros.

Em 2012, Diallo foi promovido a embaixador, o que lhe proporcionou mais conhecimento sobre champanhe. “Tive a oportunidade de ter uma formação muito mais intensa. Interessei-me pelos processos de fabricação e pela sutileza com que o trabalho é feito”, explicou o empreendedor ao Le Point Afrique.

 

Mamadou Dian Diallo

Mas depressa, Diallo percebeu que poderia vir a fazer algo mais do que simplesmente representar marcas. Em 2013, um cliente do Benin fez-lhe um pedido importante: “Prometi-lhe que faria a minha própria marca e que teria um nome africano.” O principal  objetivo foi permitir que os africanos se sentissem representados neste segmento de mercado. Para refinar a minha estratégia, fiz um estudo de mercado nos aeroportos de Paris, onde todas as nacionalidades, incluindo os africanos, se encontram.”

Foi nessa altura que Diallo se apercebeu que os africanos e caribenhos preferem champanhes doces e frutados ao mesmo tempo. “E é preciso que tenha qualidade para que possa agradar ao mercado africano.” Por isso, Dian Diallo, a marca do seu champanhe, é envelhecido 36 meses, mais tempo do que o padrão habitual.

O preço das garrafas de Dian Diallo oscila entre 25 e 38 euros. Bruto, Cuvée, Seco e Meio Seco são os tipos de champanhe produzidos por Mamadou.

Para se manter num nível de gama alta, o empresário preferiu não comercializar os seus produtos nos supermercados. Dian Diallo pode ser encontrado em alguns hotéis e restaurantes e no site da marca. Para quem passar por Paris e quiser degustar este néctar especialmente criado a pensar no seu cliente africano, pode encontrá-lo no showroom do número 89, na Rue Pelleport, no 20.º arrondissement da capital francesa. “É um lounge bar amigável em que amigos ou empresários podem beber uma taça de champanhe acompanhada por aperitivos. O conceito também é trazer africanos e não-africanos para um convívio à volta de uma taça de champanhe”, disse à publicação francesa.