A evolução dos números dos Killa Weed Gang estão a crescer de forma assustadora. Uma das principais causas desse crescimento é a criatividade. Apesar de ainda estarem a margos passos de distância de grupos mais badalados da nova escola do rap angolano como TRX Music ou os Mobbbers, a criatividade e organização, mesmo a nível gráfico na distribuição da sua música nas plataformas de streaming, compete com qualquer artista mainstream.

Desde que, em 2017, deixaram de produzir para outros artistas e assumiram-se como rappers, dentro do trap, a KWG tem conquistado o seu próprio espaço no hip hop angolano.

A parte gráfica da Killa Weed Gang ainda supera a música que fazem, seja nos clipes de vídeo ou nos covers de cada single que são disponibilizados semana após semana na conta de SoundCloud e nas plataformas de streaming mais conhecidas do mundo.

Quanto à sua música, pessoalmente acho que ainda precisam de um diretor musical que que sinta o lifestyle da gang e que permita que o grupo se concentre apenas na música e possa criar. Esse diretor vai servir para limar as arestas finais das suas criações. A verdade é que muitas das suas produções externas deram em hits e clássicos, mas uma careira musical não é só feita de hits.

Pinto, Yamero, Tory Trex, Killa-Z ou Mossoró, os que atualmente vivem em Angola, ainda têm uma longa jornada, seja para afirmação do seu estilos de música, pela mensagem que transmitem, pelas realizações de videoclipe muito diferentes dos clichés que passam nas televisões ou do que é socialmente aceite no país.

Existe claramente uma adaptação dos artistas ao meio em que estão, mas os Killa Weed Gang são os Killa Weed seja lá onde estiverem. E dizer são muito exagerados para a realidade de um país que vive de um lifestyle importado da Europa e das Américas não seria justo para os rapazes.

Parabéns pela criatividade, pela diferença que marcam no que fazem, por criarem conceitos e influenciarem um pensamento livres nos mais novos ou em quem ainda se sinta preso aos padrões convencionais.