Oscar Ekponimo, natural de Calabar, na Nigéria, aos 11 anos, passava tanta, mas tanta fome que olhava para os armários da cozinha da sua casa e imaginava-os a serem magicamente preenchidos com comida.

Na altura, o seu pai tinha deixado de trabalhar devido a um derrame cerebral e a mãe ganhava muito pouco como enfermeira. “A minha mãe costumava dizer-nos que a fome não era para sempre. Isso sempre me manteve focado”, disse Oscar à revista Time.

Agora com 30 anos e engenheiro de software especializado em Abuja, Oscar trabalha para garantir que outros não sofram como ele na infância. Desenvolveu uma app, Chowberry, que conecta supermercados, entre si, e com ONGs e instituições de caridade para dar uso a comida desperdiçada, como produtos perto da data de validade que não chegaram a ir para as prateleiras das superfícies comerciais.

No ano passado, a sua equipa em três meses captou 20 estabelecimentos e alimentou cerca de 150 crianças órfãs e vulneráveis. “O nosso sistema ajudou os orfanatos a reduzirem os seus gastos em mais de 70%”, explica o empreendedor.

Apesar de todas as dificuldades a nível burocrático, Ekponimo afirma que este projeto é o seu maior orgulho. “Tive várias ofertas de emprego de empresas de tecnologia ao longo dos últimos anos, mas é pelo Chowberry sou apaixonado e encontro gratificação. Eu quero vê-lo crescer e continuar a ajudar as pessoas.”