É sabido que a BANTUMEN já se apaixonou pelo trabalho de Blackson Afonso, um artista plástico exímio, que através da sua arte permite-nos olhar para o mundo de perspectivas singulares.

Desta vez, Blackson vai estar presente na boémia e estudantil cidade de Coimbra, no centro de Portugal, com uma exposição a solo, na Casa de Angola.

Aberta ao público de 25 de maio a 22 de junho, uma das peças da mostra é “Ladybug”, que o artista apresenta-nos através do seu Instagram.

Blackson – é bakongo – grupo étnico bantu – , do Uíge – norte de Angola, vive em Portugal desde os oito anos, e tem alma de artista desde que se conhece por gente. “Sempre fui muito dado ao desenho, pintura e banda desenhada. No secundário fiz Artes, depois segui arquitectura e acabei por fazer uma viagem a Budapeste e lá entrei mais em contacto com a minha vertente artística. Estudei pintura lá.”

De volta a Lisboa, a inspiração respira-se por todo o lado. “A vida social em Lisboa traz-nos uma espécie de vida boémia. Lisboa é toda ela arte, para mim. E isso, ligado ao que eu sempre fui, um artista, fez com que me desligasse um bocado da arquitectura e apostasse na pintura e artes plásticas. Já tinha muita coisa comigo mas nunca mostrei a ninguém. Sempre fui muito reservado nessas coisas. E entretanto com algum encorajamento das pessoas à minha volta, esposa e família, comecei a mostrar algumas coisas nas redes sociais. Tive uma aceitação muito boa por parte do público e foi a partir daí que comecei a ter convites para exposições.”

Recorda a nossa entrevista a Blackson Afonso aqui.

Escrevo aqui e ali. Gosto de estórias que marcam histórias. Sou de Portugal, com veia cabo-verdiana, dois pés em Angola e coração em França. Africanidade, estilos de vida e música são os temas que me prendem a atenção, mas gosto de me distrair com politiquices e bizarrices.