Pongo, de quem já falámos aqui, é a diva do neo-kuduro, diz um artigo do canal musical francês Trace, escrito por Lysiane Ène. A justificação que cimenta a afirmação são os seus dois novos singles “Tambulaya” e “Kuzola”, que dão ao kuduro uma roupagem eletrónica bem diferente do que estamos habituados.

O visual de Pongo, cabelo curtinho por norma loiro, aliado à sua voz aguda mas profunda conquistaram a autora do artigo, que conta um pouco da história da cantora de “Kalemba (Wegue Wegue)”, dos Buraka Som Sistema.

Nasceu em Angola, mas cedo partiu rumo a Portugal para tentar fugir da guerra que nos anos ’90 assolou o país. No entanto, “Pongo não tenta escapar à sua história. Pelo contrário, é uma das suas principais fontes de inspiração. A artista que canta em português desenvolveu um neo-kuduro que extrai influências do género original, mas também Semba e Kizomba que ela mistura com EDM, pop e dancehall. O resultado é essa música tradicional e moderna que te fará dançar sem nostalgia. Tomemos por exemplo “Tambulaya”, uma faixa sobre a tia e tio de Pongo que se apaixonaram em Angola, durante a guerra”, podemos ler no artigo da publicação francesa.