O guineense Kimi Djabaté foi o primeiro artista a estrear-se no palco EDP Rock Street, da oitava edição do Rock In Rio. Vestido a rigor, o artista africano subiu ao palco e fez uma viagem musical entre os álbuns Karam, de 2009, Terike, de 2014 e Kanamalu, de 2016.

Aos 43 anos, Kimi Djabaté é o primeiro artista da Guiné-Bissau a tocar no Rock In Rio. A possibilidade surgiu através da iniciativa da organização do festival em criar um Rock Street dedicado à comunidade africana. É a Rock Street “mais elaborada que alguma vez foi feita”, disse Roberta Medina em entrevista à BANTUMEN.

FOTO: BANTUMEN / Maju Reis

Com um público completamente apático, que não sabia exatamente o que iria tocar, Kimi Djabaté subiu ao palco África, vestido a rigor, com a sua banda por volta das 15h15 e avisou as poucas pessoas que estavam à frente do palco “É para cantar e dançar!”.

E começou a tocar o seu reportório musical que fala sobre temas sociais, realidades políticas e o quotidiano do povo africano. A faixa “Tonha Fó”, do álbum Kanamalu, começou a fazer as primeiras pessoas abanarem a cabeça. “Kanamalu foi tudo o que Kimi cantou para “acordar” os que não conheciam o seu repertório. Assim foram os 45 minutos da primeira atuação de um artista guinensse no Rock In Rio.

O palco (África) EDP Rock Street vai receber ao longo dos quatro dias outros nomes da música africana, como Tabanka Djaz, Bonga, Karlon, Baloji, Ferro Gaita, A’mosi Just a Label, Nástio Mosquito, DZZZZ Band, Moh! Kouyaté, Selma Uamusse, Batuk e Paulo Flores. Estes artistas vão dar ao festival ritmos como o Semba, kilapanga, funaná, coladeira, rumba, jazz, rock, afro-punk, kwaito e kuduro ao palco dedicado às músicas do mundo.