Um oceano de gente no segundo dia do Rock in Rio

Bruno Mars, Demi Lovato e Anitta foram os nomes que mais se ecoavam entre o público que aguardava ansiosamente pelos seus ídolos, no palco mundo, no festival da Bela Vista. Naquele que foi o segundo dia de Rock in Rio Lisboa estiveram presentes mais de 85 mil pessoas, no único dia esgotado da edição do festival, garante a organização.

Mas primeiro, tudo começou no palco Rock Street África, com atuações de Karlon e Feirro Gaita, que trouxeram o calor africano e espalharam pelo público, fazendo com que todos dançassem e cantassem em uníssono. Podemos dizer que durante aquelas horas, o Rock in Rio mudou de nome para Rock in Crioulo ou Rock in Funaná, foi uma festa lusófona sem duvida.

Foto: BANTUMEN

Passando para o palco Valley, que contou com atuações do grupo Língua Franca de Capicua, Emicida, Rael e Valete que não esteve presente, mas para compensar fomos presenteados com Sara Tavares, e a sua doce voz que encaixava perfeitamente com a da miúda de “Vayorken” o grupo português e brasileiro criou empatia com os temas “Amigos”, “Ideal” e “A Chapa é Quente”. E realmente estava quente, aproximadamente 30 graus, o parque da Bela Vista quase que queimava tanto pela música como pelo sol.

No mesmo palco passaram Mr. Marley e Zacky Man, do grupo mais inovador da tuga, Supa Squad, que são uma mistura de dancehall e reggae com um mix cabo-verdiano. E quando pareciam ter acabado, trouxeram Boss Ac e Mc Zuka, só mesmo para aquecer mais e fazer suar o corpo… para perder calorias não houve melhor receita.

O palco Valley foi onde as surpresas mais aconteceram e onde os peregrinos rezaram com o Bispo… amen! O rapper de Mem Martins, na noite anterior à sua atuação no RiR, lançou “NÓS2”, juntamente com o membro dos Dope Boyz, Deezy. Sam The Kid marcou também presença no palco, sem hostilidade e vergonhas, a pedido de Bispo.

E quem abriu o palco Mundo sem partir o pescoço? Ah pois é, Agir. O artista garantiu sucessos do mais recente álbum, Leva-me A Sério – um trabalho em que todos os temas são escritos e produzidos pelo artista, galardoado com o Best Portuguese Act da MTV EMA 2015 e com o Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual.

“A paradinha ah ah ah ah
A paradinha ah
A paradinha ah ah ah ah”

Era o que se ouvia bem alto num “oceano” de gente que se misturava entre vários idiomas. Anitta entra em palco como se fosse um furacão do Brasil, o palco Mundo parecia o seu habitat natural, onde cantava e rebolava com as suas bailarinas, e há quem diga que tenha sido a sua primeira vez em Portugal, mas que me desculpem, de estreante a Anitta não tem nada. O repertório da atuação, foi mais ou menos um medley com os temas “Essa Mina é Louca”, passando por “Ritmo Perfeito”, “Romance com Safadeza” e “Indecente” e para despedida claramente que não podia faltar “Vai Malandra” e “Show das Poderosas” que a levou ao estrelato.

“Bom, vamos descansar que já esta na hora”, foi esse o pensamento de muitos presentes. Mas depois de Anitta, veio Demi Lovato, cantora norte-americana, e abriu o palco muito “Confident” e depois abrandou com “Heart Attack”. Foi um show entre pop e rock, seguido por música latina. Demi agradeceu a quem assistia da melhor forma possível, com carinho e um sorriso na cara “vocês parecem milhões de estrelas”, disse ela.

Para acabar o segundo dia do festival, mas em grande, Bruno Mars “fez trinta por uma linha”, numa atuação onde, durante cerca de hora e meia, pôs boa parte do público a dançar.

Foto: BANTUMEN

Mars deu início ao espetáculo com “Finesse” e “24 Magic” e depois fez uma viagem (sempre a dançar) pelos três álbuns. O público não poupou a voz, e acompanhou o artista havaiano em tudo, literalmente.

Peter Gene Hernandez, de 32 anos, fez com o que o palco fosse de luz. Uma dose generosa de fogo de artifício foi condimentando a sua atuação cheia de funk, r&b, soul, pop ou rock.

Rock in Rio Lisboa 2018 está de volta na próxima semana, e para não perderes o entusiasmo podes ver aqui ou na página do YouTube da BANTUMEN o resumo dos dois dias do festival.

Wilds Gomes

Sou um tipo fora do vulgar, tal e qual o meu nome. Vivo num caos organizado entre o Ethos, Pathos e Logos - coisas que aprendi no curso de Comunicação e Jornalismo. Do Calulu de São Tomé a Cachupa de Cabo-Verde, tenho as raízes lusófonas bem vincadas. Sou tudo e um pouco, e de tudo escrevo, afinal tudo é possível quando se escreve.