MC Zuka: “Não é o artista do momento, é o momento do artista”

Quem está na lida do rap em Portugal com certeza já ouviu falar de Luíz Vieira, ou do seu nome artístico MC Zuka. Se não conhece nenhum dos dois nomes… é porque anda (muito) distraído.

O rapper mudou-se para Portugal aos 16 anos vindo de Espírito Santo, Brasil, junto com a sua família, fixando residência no bairro do Catujal, Loures, arredores de Lisboa.

Apesar de já ter chegado a Portugal com o bichinho da música, foi em Portugal que começou a dar os seus primeiros passos no rap e no Hip-Hop. Tudo começou com freestyles, improvisos e sob influência do álbum Primeira Jornada, de Regula, lançado em 2002, que morava no mesmo bairro.

Passou pela crew Show No Love, com nomes como Hollywood, Short Size e Here’s Jonhhy, EL Loko e Rob Beats. Fez parte de inúmeros projetos como a mixtape Kara David, de Regula, Rusga: Diggin nos Arquivos, de Skunk aka Kacetado (2008), Incendiários, de Sir Scratch e Bob da Rage Sense (2009), Mike Phelps, de DJ Nelassassin aka Sr. Alfaiate (2010), 1 Vida só ka ta Tchiga, de Ghoya (2010), entre outros.

Rock In Rio | Foto:BANTUMEN/ Maju Reis

Este é um pequeno resumo obrigatório, para perceberes melhor a trajectória do MC no rap em português, caso só agora estejas a ouvir falar no nome de MC Zuka.

Este ano, MC Zuka voltou ao festival do Rock In Rio Lisboa, pela terceira vez consecutiva, desta vez a convite da dupla Supa Squad, numa altura em que deve estar a viver o momento mais alto da sua carreira. No evento, conseguimos falar com o artista que já não faz apenas rap, mas consegue transportar consigo as rimas para outros estilos como Dancehall, Kizomba, Afro ou para o Funk (estilo abraçado por outros destinos além Brasil).

Além de músico, MC Zuka também perpetua o seu nome como “writer” a escrever para outros artistas, como por exemplo o hit single ” Faz Gostoso”, interpretado pela sua conterrânea Blaya. Na entrevista que podes ver abaixo, Zuka também falou da sua participação no EP 3.2 de Sarissari Diniz, e dos convite que tem para ir a Angola.

O artista acredita que tem um público a crescer na sua terra natal, mas tem plena certeza que o seu bum é por terras lusitanas.

Eddie Pipocas

Minha maior ambição é perpetuar histórias sobre o 🖥