Quem disse que a chuva impede os festivaleiros de fazerem a festa? E assim foi, o quarto dia do Rock in Rio. Com chuva e com a presença do presidente da República Portuguesa Marcelo Rebelo de Sousa. O festival começou com muita dança e animação à mistura, sol e sorrisos radiantes no palco Yorn Street Dance, o que não era de esperar por menos. As actividades temáticas têm feito parte do RiR desde sempre.

Os corredores do festival eram percorridos com música e as atrações que se iam encontrando a cada esquina. No palco EDP Rock Street África, A’Mosi Just a Label (Jack Nkanga), Nástio Mosquito & DZZZZ Band e Moh! Kouyaté, deliciavam o público com a suas doces vozes, que gritavam e dançavam em liberdade e felicidade.

Foto: BANTUMEN / Miguel Roque

No Music Valley a história foi outra. Começou com os DJ’s que fizeram com que o pessoal tirasse o pé do chão logo desde cedo, sem mais nem menos. Aproveitaram e ficaram já de pé, para dar entrada aos Capitão Fausto, que comandaram o público até subir ao palco os Revenge of The 90’s.

James, o homem que voava entre as mãos dos seus fãs como se estivesse numa nuvem. Após as primeiras músicas, parecia que o cantor já não se sentia bem no palco, num gesto de carinho dirigiu-se graciosamente ao público que o assistia com lágrimas nos olhos. James, the one man show.

Foto: Miguel Roque

“O bom filho à casa, retorna”. E melhores filhos que os Xutos e Pontapés não há. Um concerto em homenagem ao falecido Zé Pedro emocionou toda a gente, incluíndo o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que mesmo debaixo de chuva não deixou de prestar homenagem e de cantar com a banda e outras figuras públicas como o primeiro-ministro António Costa, os ex-jogadores de futebol Sá Pinto e Pauleta entre outros, e em uníssono cantaram “A Minha Casinha”.

Seguiram-se os The Killers e, vestido a rigor, Brandon Flowers com muita vontade cantava e cantava sem se cansar, um concerto longo mas de qualidade e que teve à mistura fogos de artifício.

Ninguém se podia cansar, a festa tinha acabado de começar e quem a ia findar com qualidade, seriam os irmãos, The Chemical Brothers. Hologramas, imagens 3D e muita luz, são as palavras que descrevem o concerto dado por eles. Sem esquecer a música tão característica da banda, que parece que nos consome dos pés à cabeça. Apesar de não estar tão cheio como o fim de semana anterior, este penúltimo dia não deixou de ter a mesma qualidade. Este sábado, há mais.