Moh!Kouyate, da Guiné Conacky foi cabeça de cartaz do Palco EDP Rock Street, no terceiro dia de Rock in Rio. Durante 45 minutos de atuação, o artista deixou o público, entre eles o comediante brasileiro Marco Gonçalves, que não conhecia o seu trabalho, completamente surpreendido com o seu talento na guitarra electrónica.

Foto: BANTUMEN /Miguel

Moh!Kouyate trouxe a Lisboa um repertório quase todo baseado no seu último álbum Fé Toki, lançado no final do ano passado, que tem traços de blues mandingo e influências sonoras da costa do Níger e ruas do Mississippi, nos Estados Unidos.

Residente em Paris, Kouyate partilha uma visão da “nova África” em ascensão, que transmitiu ao público, que dançou a cada música apresentada.

Nastio Mosquito subiu ao palco no mesmo instante em que São Pedro resolveu contrariar todas as previsões de Roberta Medina e presenteou o público com a chata “chuva molha parvos”, o que acabou por levar as pessoas a procurar abrigo longe do palco África.

Foto: BANTUMEN / Miguel Roque

Mesmo assim, nem este imprevisto impediu que Nástio Mosquito e os Dzzzz Band de aumentar o som dos seu repertório musical eclético. Nos últimos três anos, Nástio fez chegar ao seu público três álbuns, cuja interpretação artística não pode ser feita por qualquer ouvido.

Deixámos o primeiro a subir em palco para último. Jack Nkanga, aliás A’mosi Just A Label, tal como nos explicou em 2016 quando estava a preparar os novos trabalhos como A’Mosi.

Foto: BANTUMEN / MAJU REIS

A’Mosi combina o konono, o soul, o rock e o jazz e celebra a vida e os valores humanistas e o regresso às origens. Vê o vídeo captado pela equipa da BANTUMEN.

Nos três primeiros dias deste Rock in Rio, passaram pelo palco (África) EDP Rock Street Bonga, Tabanka Djaz, Kimi Djabaté Karlon, Ferro Gaita, A’mosi Just a Label, Nástio Mosquito, DZZZZ Band, Moh! Kouyaté. E para o último dia, a organização reservou-nos Selma Uamusse, Batuk e Paulo Flores.