Eva Rap Diva esteve presente no último fim de semana do Rock in Rio e conseguimos apanhar a rapper luso-angolana para uma conversa de alguns minutos. Auto-intitulada diva do rap, a “Lady Boss” explicou-nos que tem uma boa relação com as suas compatriotas e colegas de profissão em Angola, mas há quem não encare com bons olhos a sua carreira.

“Eu tenho uma excelente relação com muitas rappers angolanas. Existem algumas, que não são muito significantes, que não gostam de mim, porque acham que trabalhar tanto como eu para chegar onde eu cheguei é difícil. Então é mais fácil falar mal de mim.”

2018 é o ano em que a artista volta a pensar no mercado português, depois de há alguns anos ter regressado a Angola, o país que a viu nascer e onde até ao momento tem estado focada a aumentar a sua popularidade. Este regresso traz na manga uma tour com o disco “EVA”.

A sua participação no Rock in Rio, um dos maiores festivais a acontecer em solo português,  aconteceu no passado dia 29, no palco Super Bock Digital Stage. O evento segue-se à assinatura de um contrato entre Eva e a distribuidora Sony Music.  “Vejo a minha presença cá como algo positivo para a minha carreira cá. Acho que é bom podermos crescer para outros mercados para outros públicos. Porque a música é universal.” Sobre o fato de ter de adaptar a sua comunicação e divulgação ao mercado português, a rapper não gagueja: “Vai haver um trabalho de divulgação para o mercado cá para as pessoas conhecerem, mas não acho que tenha de mudar alguma coisa para entrar no mercado português. O meu trabalho não fica aquém do trabalho que é feito cá.” E salienta que, “podia ter assinado com a Sony no ano passado mas não era a altura certa”, porque estava focada no seu público em Angola.

Se antes, as portas do mundo do hip hop estavam perras para as rappers, hoje a realidade é outra. “Havia muitos produtores e gente da indústria que fechavam aportas para as mulheres do rap porque tinham alguns preconceitos e eu consegui arrombar essas portas”, deixando-as abertas para as próximas a quererem entrar.

Vê a entrevista completa à “Lady Boss” abaixo.

Escrevo aqui e ali. Gosto de estórias que marcam histórias. Sou de Portugal, com veia cabo-verdiana, dois pés em Angola e coração em França. Africanidade, estilos de vida e música são os temas que me prendem a atenção, mas gosto de me distrair com politiquices e bizarrices.