A popularidade da seleção francesa de futebol está de novo em alta, com uma equipa revigorada e cheia de sangue novo. Uma das jovens estrelas em ascensão, Kylian Mbapé, tem apenas 19 anos e é considerado a próxima grande promessa do futebol europeu.

Além de ser bom de bola, Mbapé é também solidário. O atacante do Paris Saint Germain vai doar a totalidade do que receber neste Mundial de 2018 para uma ONG, a francesa Premiers de Cordée, dedicada a iniciativas desportivas para crianças hospitalizadas e sensibilização sobre a deficiência. Estamos a falar de 19 mil euros por jogo. “Não devo receber dinheiro para representar o meu país”, explicou o jogador numa entrevista.

Na mala deste mundial, Mbapé já acumulou vários recordes. Ao abrir o marcador do jogo contra o Perú, o jovem tornou-se no jogador mais jovem (19 anos e seis meses) a marcar um golo na história da seleção francesa em torneios importantes como o Europeu e Mundial. Até então, a marca era de Trezeguet, que em 1998, com 20 anos, marcou um golo contra a Arábia Saudita. 

Apesar de muito comparado a Thierry Henry, Kylian Mbapé sonha chegar aos calcanhares de Cristiano Ronaldo, o seu ídolo. O sonho parece não estar longe. Em agosto de 2017, o PSG anunciou a chegada do jogador ao clube pela módica quantia de 180 milhões de euros, que o rotula como o adolescente mais caro de sempre e a segunda transferência mais valiosa da história do futebol, logo a seguir à ida de Neymar para o clube parisiense.

A sua chegada à seleção principal acontece depois de ter levado a equipa de sub-19 a conquistar o Europeu, com cinco golos, e ter marcado 21 golos no PSG em 44 jogos. Didier Deschamps selecionou assim o jogador mais novo de sempre a vestir a camisola francesa num Campeonato do Mundo.

Nesta estreia, Mbapé, filho de um camaronês e uma argelina, quer fazer a diferença em todos os campos. Um deles é no da solidariedade. O jogador decidiu que vai doar todo o dinheiro que arrecadar na competição. 

A sublinhar que, esta nova selecção francesa, que chama atenção pela qualidade de jogo, também desperta algumas curiosidades: dos 23 jogadores selecionados três nasceram fora do país e 12 são de origens africanas, entre Togo, Mali, Argélia, Mauritânia, Congo, Guiné, Tunísia, entre outros.

Escrevo aqui e ali. Gosto de estórias que marcam histórias. Sou de Portugal, com veia cabo-verdiana, dois pés em Angola e coração em França. Africanidade, estilos de vida e música são os temas que me prendem a atenção, mas gosto de me distrair com politiquices e bizarrices.