Puto G

Puto G, a eterna promessa do rap crioulo

No passado fim de semana, sábado, a notícia da morte do rapper luso-caboverdiano José Carlos Cardoso, de 27 anos, mais conhecido como Puto G, abalou por completo a Linha de Sintra, Portugal, e o mundo do rap tuga. José Carlos Cardoso morreu afogado no lago Remerschen, em Luxemburgo, onde se encontrava com alguns amigos.

Membro do grupo Kova M, Puto G era visto pelos fãs como “a voz do rap crioulo”. O reconhecimento das skills do rapper surgiram após a música com Timor YSF, Ridell, Niko e Dany G “Hora de Fronta”, que fala sobre os medos, ânsias que os seus inimigos possam sentir ou mesmo eles e também da amizade que une o grupo.

Mas antes da música, Puto G conheceu a arte da representação. Participando no filme português “A Esperança Está Onde Menos Se Espera“, de Joaquim Leitão, filmado no bairro da Cova da Moura, na Amadora, Portugal, e que teve a participação de atores conhecidos como Virgílio Castelo, Ana Padrão e Carlos Nunes.

Muitos fãs, artistas e rappers manifestaram os seus pesares nas redes sociais, como Loreta KBA, Fumaxa Beatz e Landim.

https://www.instagram.com/p/BkvwpflDahb/?taken-by=loretakba

https://www.instagram.com/p/Bksen12h2Fv/?taken-by=fumaxabeatz

Ouve aqui algumas faixas que Puto G deixou como contribuição para o Rap Crioulo:

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Wilds Gomes

Sou um tipo fora do vulgar, tal e qual o meu nome. Vivo num caos organizado entre o Ethos, Pathos e Logos - coisas que aprendi no curso de Comunicação e Jornalismo. Do Calulu de São Tomé a Cachupa de Cabo-Verde, tenho as raízes lusófonas bem vincadas. Sou tudo e um pouco, e de tudo escrevo, afinal tudo é possível quando se escreve.