Alter Ego é um programa integrado na iniciativa cultural Macau – Festival de Artes e Cultura, entre a China e os Países de Língua Oficial Portuguesa. A mostra vai apresentar uma série de nomes de novas gerações de artistas lusófonos.

Como o próprio nome acaba por sugerir, o festival centrar-se-á, segundo a organização, numa “investigação das complexidades da construção do Eu com o objectivo de revelar a verdadeira natureza da sua relação com o Outro e o mundo que nos rodeia”, sendo que cada exposição abordará uma dimensão diferente da questão.

Seis exposições de arte contemporânea e uma intervenção de arte pública, nas quais participarão 27 artistas oriundos dos vários países de língua portuguesa, vão espalhar-se por Macau de 9 de julho a 9 de setembro. O programa tem curadoria de Alexandre Farto (Vhils) e Pauline Foessel.

A exposição O Eu explorará a autoconsciência e o seu papel na capacidade de interagirmos com o mundo à volta, incluindo, entre outros artistas, obras dos portugueses Vhils e João Ó & Rita Machado, do chinês Wing Shya, ou do são-tomense Herberto Smith. Em O Outro, estarão em evidência obras de Abdel Queta Tavares (Guiné-Bissau), Fidel Évora (Cabo Verde), Pedrita (Portugal) ou Tony Amaral (Timor-Leste), enquanto Da Linguagem à Viagem se centrará na comunicação e em experiências imersivas, com obras do brasileiro Marcelo Cidade ou do angolano Yonamine.

Em Choque Cultural, as falhas de comunicação serão pensadas em trabalhos dos angolanos Kiluanji Kia Henda e Nástio Mosquito, do português Miguel Januário (MaisMenos) ou do moçambicano Gonçalo Mabunda, para a Globalização ser reflectida em peças do brasileiro Guilherme Gafi e da portuguesa Wasted Rita.

O ciclo é completado por Alter Ego, onde estarão em evidência obras do luso-angolano Francisco Vidal, e por uma intervenção de arte pública do português Add Fuel.