Márcia Alves é uma jovem bancária, mãe, esposa e empreendedora. É neste seu último ponto de acção que Márcia decidiu criar a Quinta Chitaka, onde se cultivam produtos “com dedicação e paixão” e sem produtos químicos. O amor pela natureza e alimentação saudável levou-a a pensar em começar a comercializar alimentos que até então tinham como destino a cozinha da família.

Nascida em Luanda, aos dois anos Márcia mudou-se com a família para Portugal. Cresceu e viveu na Quinta Chitaka, nos Foros de Almada, na região tradicional do Ribatejo, conhecida pelas suas indústrias agrícolas e pequenos agricultores. Entretanto, licenciou-se em Gestão Bancária, no Instituto Superior de Gestão Bancária, em Lisboa.

“Mesmo com a saída da Quinta [para estudar e trabalhar], a paixão pela natureza e alimentação saudável ficaram sempre vincadas em mim e foi então que em 2017 tive a ideia de começar a comercializar os produtos da Quinta”, explicou-nos.

Cultivar e criar animais de acordo com tempo necessário estipulado pela própria natureza, sem recurso a produtos químicos é a máxima levada a rigor nos seus terrenos. “Ao longo dos últimos anos temos presenciado uma agricultura extremamente intensiva, contrariando o tempo necessário para um produto agrícola ou animal crescer, trazendo a longo prazo prejuízos a nível da saúde ambiental e pública. Deste modo, fundámos a Quinta Chitaka que se dedica à venda de cabazes de frutas e legumes super frescos e naturais com entregas gratuitas ao domicílio.” Uvas, tomates, batatas, alho francês, ameixas, alface, couves, figos, aloe vera, morangos, maçãs ou melancias, são apenas alguns dos frutos e verduras que enchem de cor os cabazes e as redes sociais da Quinta Chitaka.

Márcia salienta: “Os nossos produtos crescem de forma natural. Estrumamos as nossas terras, tiramos as ervas à mão, deixamos os produtos crescerem naturalmente até estarem prontos para colheita, entre outros procedimentos tradicionais. Não usamos herbicidas nem pesticidas.”

A quinta cobre uma área de mais de 25 mil metros quadrados (2,5 hectares) e além da produção de uma vasta variedade de frutas, vegetais e ervas aromáticas, há ainda frutos secos, compotas caseiras e ovos.

Atualmente, as pessoas interessam-se cada vez mais sobre o tipo de alimentos que consomem e a forma como são produzidos. Essa crescente informação, leva cada vez mais à consciencialização para uma vida saudável. E a empreendedora acredita que este interesse do consumidor não se trata apenas de uma fase. “Acredito que irá prolongar-se ao longo do tempo, porque a mudança que já foi feita por estas pessoas na alimentação e a qualidade e diferença evidenciada dos produtos em termos de sabor e frescura, é muito notório que será difícil inverter este quadro na mesa de cada um. Existe ainda a preocupação das famílias, principalmente com o que os seus filhos comem, que será o principal motor para que existam cada vez mais cuidados na alimentação.”

No entanto, a Quinta não se dedica exclusivamente ao cultivo e venda de produtos biológicos. O negócio de família começa a prosperar e brevemente vai expandir-se para novas áreas. “Em breve poderão também desfrutar dos recantos da Quinta Chitaka, numa experiência de Turismo Rural que permitirá viver tal como uma pessoa local e conhecer todo o processo de agricultura. A Quinta é um espaço agradável, fresco e aprazível, excelente para quem quer relaxar e recuperar energias.”

Para já, para poder experimentar frutos e legumes 100% naturais, basta um telefonema ou mensagem para poder encomendar. Os cabazes de três dimensões (pequeno, médio e grande) podem encomendar até quinta-feira, para serem entregues ao domingo da mesma semana.