Vibraçōes fortes, misturas e vozes diferentes é o que se pode esperar para o novo albúm de David Carreira. O artista esteve em conversa com a BANTUMEN e revelou o processo por detrás das gravaçōes.

David Carreira acaba de lançar “A F**da é que ela é linda”, um single diferente do seu reportório habitual, invoca ritmos pop urbanos inspirados no funk, género brasileiro cuja fonte de inspiração foi MC Zuka, mas também tem raízes afro produzidas por Deejay Télio.

A música chegou ao um milhão de visualizaçōes em quatro dias, originando, tal como aconteceu com a música “My Feelings” de Drake, um challenge viral, como se pode confirmar no Instagram do cantor.

 

David Carreira, conceituado artista português, que nasceu em França e cresceu em Portugal, admite que o projeto e o este single aconteceram de forma inesperada.

Ao contrário do que aconteceu no processo de criação de músicas anteriores, o artista explicou-nos enquanto, cantarolava, que relativamente a esta faixa “saiu logo a ideia, foi instantânea, é daquelas cenas que saiu ‘bué’ rápido”.

A produção do álbum conta com a participação de MR. Marley, Dany Synthé (especialista em afro trap que já colaborou com artistas como os franceses MHD e Maître Gims), RedMojo e Nuno Ribeiro do The Voice.

David Carreira
Foto: Redação BANTUMEN

Aos 27 anos, Carreira conta já com sete álbuns, algo que poucos artistas do sua idade conseguiram realizar. David é fiel ao seu registo pop, devido ao seu público e ao que mais gosta de cantar, mas realça que procura sempre inovar e explorar ritmos novos.

Este sétimo albúm de David, mesmo sendo diferente, não poderia fugir à irreverência do músico. “Há muitas surpresas, o albúm tem várias direções diferentes. Este vai ser o meu sétimo álbum e eu na minha carreira sempre fiz muito isso, sempre gostei de variar um pouco entre músicas mais pop, guitarra voz, cenas mais próximas do hip-hop, mas sempre com uma variante pop.(…) Acho que hoje em dia a música é isso, é a junção de vários estilos”.

O artista chega até a brincar em relação ao seu futuro a nível sonoro e confessa: “Quando chegar aos 45 anos acho que vou querer ser como aqueles cantores tipo Sinatra (…) aquele fato, aquele cenário, porque eu gosto disso.”

A partir de Setembro, David promete revelar mais informaçōes sobre o projecto, nomeadamente, o nome do albúm, dos restantes participantes e também sobre o conceito deste.