O cinema negro tem vindo a ganhar algum espaço no panorama cinematográfico mundial. O trabalho de grandes nomes que vêm os seus filmes expostos em ecrãs europeus é um culminar de muito trabalho, dedicação e sobretudo vontade de lutar para mais, sem desistir.

E o #Podcast desta semana centra-se nessa temática, o “Cinema Negro”. Para nos elucidar um pouco sobre o tema a BANTUMEN falou com Lolo Arziki, cineasta cabo-verdiana, ativista e uma mulher com o sonho de ter um final feliz nos filmes que faz.

Em criança enquanto via novelas, viu que era possível fazer histórias que contassem histórias das gentes baseadas na realidade e fazer as pessoas sorrirem, com um final feliz. A cachupa de Cabo-Verde leva o seu tempo a ser feita, demora até ganhar todos os sabores e ficar perfeita, tal e qual os sonhos de Arziki a serem realizados e reproduzidos num ecrã.

Cabo-Verde, parecia pequeno para os tamanhos dos seus desejos enquanto cineasta, escolheu África como sua claquete (pequeno quadro negro com uma barra amovível onde se inscrevem informações técnicas de cada sequência de filmagens) e fez do mundo a sua bilheteria. Realizou dois filmes: Relatos de uma Rapariga nada Púdica e Homestay onde retratou a sua história e a de Cabo-Verde, o que lhe rendeu dois prémios: World Premiere Film Award – Avanca Film Festival, em Portugal, e National Film Award Winner – Cabo-Verde Internacional Film Festival.