APAV

Quando o rap se cruza com a APAV, eis o resultado

Muitas vezes o rap é visto com uma conotação negativa e de letras ofensivas e vazias, mas há o revés da moeda. O estilo em si é muitas vezes usado para apoiar causas, defender minorias e protestar contra algo, mudar mentalidades e ajudar a sociedade onde está inserido.

E é isso mesmo que a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) fez. Lançou um movimento #respectbattles, que é uma campanha com o objetivo de combater crimes e discurso de ódio, protagonizada por cinco figuras do hip-hop português: Malabá, ACE, M7, Papillon e Estraca.

https://www.instagram.com/p/BoNCHFhgWRO/?taken-by=malaba_dagun

A campanha é baseada numa Rap Battle do estilo da Liga Knock Out, mas as batalhas nesta campanha são sem ofensas e insultos, é uma luta contra o ódio e não contra as pessoas. Onde os protagonistas são colocados frente-a-frente com as vítimas – que, em vez de gritarem palavras de ódio, gritam palavras de respeito.

São quatro batalhas, cada uma com um crime de ódio como alvo: ódio étnico e racial (ACE); ódio a pessoas LGBTI+ (M7); ódio e intolerância religiosa (Papillon); e ódio a imigrantes e refugiados (Estraca). De forma a introduzir essa nova campanha, o rapper Malabá criou um tema geral, no qual são abordados os quatro crimes de ódio. Cada um destes artistas protagoniza um filme, e será apresentado um filme novo em cada semana.

A Chief Operations Officer do YoungNetwork Group, Ana Luísa Paiva, explicou que a causa da campanha desafiou a agência “a ir mais longe na concretização da criatividade e o resultado traduziu-se numa campanha universal que vai transformar o respeito e os direitos humanos na nova tendência e mostrar ao mundo a criatividade nacional”.

Para além de Portugal, a campanha também terá expressão no Reino Unido, Malta, Áustria, Itália e Suécia. Abaixo está o primeiro video da autoria de Malabá, os restantes vídeos serão apresentados nas próximas datas:

– ACE – 1 de outubro
– M7 – 8 de outubro
– Papillon – 15 de outubro
– Estraca – 22 de outubro

BANTULOJA
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Wilds Gomes

Sou um tipo fora do vulgar, tal e qual o meu nome. Vivo num caos organizado entre o Ethos, Pathos e Logos - coisas que aprendi no curso de Comunicação e Jornalismo. Do Calulu de São Tomé a Cachupa de Cabo-Verde, tenho as raízes lusófonas bem vincadas. Sou tudo e um pouco, e de tudo escrevo, afinal tudo é possível quando se escreve.