Sahle-Work Zewde: Pela primeira vez, uma mulher é presidente da Etiópia

Pela primeira vez, uma mulher é presidente da Etiópia. Os parlamentares elegeram com unanimidade a diplomata Sahle-Work Zewde, de 68 anos, nesta quinta-feira, tornando-a na única mulher chefe de Estado africana.

Sahle-Work Zewde é o quarto chefe de Estado na Etiópia desde a adoção da Constituição de 1995. Até então, era a representante especial do Secretário-Geral da ONU, António Guterres na União Africana (UA). Anteriormente, foi embaixadora na França, no Djibuti, no Senegal e Representante Permanente da Etiópia junto da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad), o bloco regional da África Oriental. Sahle-Work, nascida em Adis Abeba, estudou em França, e é atualmente a única mulher chefe de estado em África.

“Eu sou o produto daqueles que lutam por igualdade e liberdade política neste país, e vou trabalhar duro para servi-los”, disse Sahle-Work Zewde no seu primeiro discurso como presidente. O contexto da sua chegada é propício para a abertura progressiva da esfera política às mulheres. O mandato de seis anos do Presidente, renovável uma vez, é essencialmente honorário, com o primeiro-ministro desempenhando o papel mais forte no executivo. No entanto, a posição do presidente tem um forte poder simbólico e uma real influência social.

As mulheres que ocuparam o cargo de chefe de Estado no continente africano incluem Ellen Johnson Sirleaf, que se tornou em 2005 a primeira presidente eleita da Libéria e de África, que cedeu o poder a George Weah no início de 2018, e a ex-presidente maurícia Ameenah Gurib-Fakim, que renunciou em março de 2018, depois de se envolver  num escândalo financeiro. No Malawi, Joyce Banda serviu como presidente de 2012 a 2014 após a morte de seu antecessor, Bingu wa Mutharika.

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