Metade do mundo está agora conectada à internet - devido aos africanos

Metade do mundo está agora conectada à Internet devido aos africanos

Pela primeira vez, mais de metade da população mundial usará a Internet na sua plenitude, segundo a União Internacional de Telecomunicações. A agência especializada das Nações Unidas estima que 3,9 mil milhões, mais de 51% da população global, terá acesso à rede até ao final do ano.

Atualmente, 90% das pessoas usam a Internet por meio de uma rede, a 3G ou de velocidade mais alta. Enquanto 96% da população mundial usa apenas Internet de uma rede móvel.

Grande parte desse progresso foi visto em África, que registou o maior crescimento global em pouco mais de uma década. De apenas 2,1% em 2005, o número passou para mais de 24% em 2018.

O número de pessoas em África com acesso a um computador também aumentou para 9,2% em 2018, considerando os 3,6% em 2005. Crescimento esse que foi semelhante nos países em desenvolvimento, onde a penetração da Internet cresceu para 45,3% no final de 2018, de 7,7% em 2005 A ITU afirma que alcançar o marco de 50/50 é histórico e crucial, dado o número de pessoas que não apenas estarão conectadas, mas também poderão obter serviços cruciais online, incluindo educação e saúde.

No gráfico abaixo, podes ver o maior registo de crescimento do uso da internet e o número de famílias africanas com acesso:

Porém, a acessibilidade continua a ser um problema, especialmente em África. Pesquisas mostram que o continente tem os pacotes de dados móveis mais caros, com preços de um gigabyte até 35 dólares (equivalente a 30 euros). Isso significa que os usuários reservam 5,5% de sua renda mensal para comprar Internet, muito mais do que os 2% da receita bruta mensal estipulada pela Comissão de Banda Larga da ONU.

Gráfico – ATLAS

As velocidades da Internet também permanecem muito baixas, ficando abaixo da velocidade média acima de 10 megabits por segundo, que é o mínimo necessário para permitir que os consumidores participem plenamente de uma economia digital.

Parte desse problema recai sobre os governos, que não promovem a conectividade em áreas urbanas rurais, remotas e pobres, mesmo quando têm as possibilidades financeiras para o fazer. No entanto, cada vez mais, mais financiamento privado é usado para ampliar as redes de cabo de fibra ótica, o que poderia permitir que milhões de pessoas acedessem à Internet de maneira económica.

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