erros

Estes são os erros que os inteligentes nunca cometem duas vezes

Que todos cometemos erros é um dado completamente adquirido, mas depois temos aqueles que cometem os mesmos erros repetidamente e que não conseguem perceber porque não saem desse círculo vicioso.

“Os erros são sempre perdoáveis, se alguém tiver coragem de admiti-los”, dizia o já ido Bruce Lee.

Muitas vezes, a relutância em admitir um erro existe porque se o fizermos parece que estamos a atacar a nossa própria autoestima. Contudo, além do bom senso já nos ter prevenido, foi também provado que reconhecer plenamente e aceitar os erros é a única forma de evitar repeti-los.

Pesquisadores do Laboratório de Psicofisiologia Clínica da Michigan State University, nos EUA, descobriram que as pessoas se enquadram em um de dois campos quando se trata de erros: aqueles que têm uma mentalidade fixa (“esquece isso, eu nunca serei bom a fazê-lo”) e aqueles que têm uma mentalidade de crescimento (“que lição! Vamos ver o que fiz de errado, para não o voltar a repetir”).

“Ao prestar atenção aos erros, investimos mais tempo e esforço para corrigi-los”, afirma o autor do estudo Jason Moser.

E se achas que pessoas bem sucedidas são imunes ao erro, estás bem enganado. Elas apenas têm as ferramentas necessárias para os reconhecer e fazê-los funcionar a seu favor, o que significa: não os voltar a repetir.

De acordo com o Dr. Travis Bradberry, co-autor premiado do livro número um em vendas Emotional Intelligence 2.0, e co-fundador do TalentSmart, líder mundial em testes de inteligência emocional e treinamento, atendendo a mais de 75% das empresas da Fortune 500, há erros cuja repetição é imperdoável. Alguns desses erros que todos temos tendência a cometer, mas que só os mais sábios cometem apenas uma vez são:

Acreditar em alguém que é demasiado bom para ser verdade

Algumas pessoas são tão carismáticas e tão confiantes que pode ser tentador seguir o que dizem. Eles falam incessantemente sobre o sucesso dos seus negócios, o quão amados são, quem eles conhecem e quantas oportunidades podem oferecer-nos. Os resultados de ingenuidade e falta de devida diligência podem ser catastróficos. Pessoas espertas fazem perguntas sérias antes de se envolverem porque percebem que ninguém, inclusive elas mesmas, são tão boas ou tão bem sucedidas quanto parecem ser.

A recompensa vem muito depois do trabalho árduo

Querer resultados imediatos não é um bom método. Os mais espertos sabem que a gratificação não acontece do nada e que o trabalho árduo vem muito antes da recompensa. Também sabem como usar isso como motivação em todas as etapas do processo árduo que resulta em sucesso, porque sabem o quão decepcionante é falhar.

Trabalhar sem orçamento

Não dá para saberes o que é liberdade financeira até trabalhares sob a restrição de um orçamento. Manter um orçamento, pessoal e profissionalmente, obriga-nos a fazer escolhas ponderadas sobre o que queremos e precisamos. As pessoas espertas só têm que enfrentar essa pilha intransponível de contas uma vez antes de começarem a agir, começando com uma avaliação completa de onde o seu dinheiro está a ser aplicado. Quando percebes o que estás a gastar, as escolhas certas ficam mais claras. Um café pela manhã é muito menos tentador quando percebes o seu custo anual, por exemplo. Os orçamentos estabelecem disciplina e a disciplina é a base do trabalho de qualidade.

Perder a visão do quadro geral

É tão fácil ficar ocupado e submergido no que está imediatamente à nossa frente que acabamos por perder a nossa “visão periférica”. O que tens de fazer é pesar as tuas prioridades diárias em relação a um objetivo. Isto não significa que as tarefas menos importantes não interessem, é apenas uma questão de ordem por prioridades.

Não fazer a lição de casa

Todos nós, a um dado momento, já optámos por um atalho, seja a copiar algo de um colega ou a ir a uma reunião completamente despreparados. As pessoas inteligentes percebem que, embora possam ocasionalmente ter sorte, essa abordagem impedirá que alcancem todo o seu potencial. Nestes casos, arriscar não é uma boa opção e é preciso interiorizar que não há substituto para o trabalho árduo e a devida diligência.

Tentar ser alguém ou algo que não és

É tentador tentar agradar as pessoas sendo quem elas querem que sejamos, mas ninguém gosta de uma farsa. Pessoas inteligentes descobrem isso na primeira vez em que são apontadas como falsas e percebem que felicidade e sucesso exigem autenticidade.

Tentar agradar a todos

Quase todos cometemos esse erro em algum momento, mas as pessoas inteligentes percebem rapidamente que é simplesmente impossível agradar a todos e, sobretudo, tentar agradar a todos aqueles que não agradam a ninguém. Tens de ter o discernimento necessário para desenvolver a coragem de dar as ordens e fazer as escolhas que achas que estão certas (não as escolhas que todos gostarão).

Fazer-se de vítima

É uma forma de manipulação e qualquer benefício ficará no limbo assim que as pessoas perceberem que é, uma vez mais, uma farsa.

Tentar mudar alguém

A única forma eficiente para alguém mudar é através do desejo e dos recursos para mudar a si próprio. Ainda assim, é tentador tentar mudar alguém que não quer mudar, como se a vontade e o desejo de melhorar fossem mudá-los. Pessoas inteligentes podem cometer esse erro uma vez, mas logo percebem que nunca poderão mudar ninguém, a não ser elas mesmas. Em vez disso, optam por construir as suas vidas em torno de pessoas genuínas e positivas e trabalham para evitar pessoas problemáticas que as vão atrasar no caminho da conquista dos seus objetivos.

Pessoas emocionalmente inteligentes são bem-sucedidas porque nunca param de aprender. Aprendem com seus erros, aprendem com os seus sucessos e estão sempre à procura de melhor.

 

 

nv-author-image

Equipa BANTUMEN

A BANTUMEN é um magazine eletrónico em português, com conteúdos próprios, que procura refletir a atualidade da cultura urbana da Lusofonia, com enfoque nos PALOP e na sua diáspora.