“A sutil arte de ligar o foda-se”, do escritor norte-americano Mark Manson, é um livro que tem dado o que falar e já consta nas listas de mais vendidos na América, tanto entre os impressos quanto digitais. Só no Brasil, a versão traduzida já alcançou o número de 400 mil exemplares vendidos em 2018 e influenciou outros livros de auto-ajuda a entrarem igualmente para a lista dos mais vendidos.

 

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O autor tem um grande conhecimento sobre inteligência emocional, muitos dos leitores confessaram que apenas compraram o livro, induzidos pela capa e o título inusitado, visto que Mark Manson não era até então um nome conhecido nas lides da escrita. Antes de escrever o livro, o autor dedicava-se apenas a fazer posts para o seu blog pessoal de auto ajuda.

O título procura inverter quase que completamente a lógica dos livros de autoajuda: “no lugar da pressão pelo sucesso e a busca incessante pela felicidade irrestrita, Manson propõe, em termos gerais, a admissão de que não somos tão especiais, e que devemos procurar o que é realmente importante na vida, e ligar um imenso foda-se para o resto”. Assim, conseguiríamos algo realmente transformador e não uma felicidade maquiada.

Se o título fisga o leitor, a linguagem tenta prender o leitor até ao fim. Manson quer ser direto, honesto e cruel, com recursos nada rebuscados da linguagem. E esta crueldade atrai.