Facebook, WhatsApp, Instagram e Messenger juntos numa única app? A notícia surpreende e cria várias questões sobre o que vai mudar no Facebook e como estes três conceitos irão funcionar.

Ainda não existem respostas para muitas das perguntas, a estratégia adoptada para as marcas ainda está no seu estado inicial, mas uma coisa se tem como certa, algo bastante diferente está a chegar para mudar a forma como as muitas apps de mensagens do Facebook funcionam.

O que vai mudar?

O Facebook, Instagram e WhatsApp, juntos, são usados por bilhões de pessoas e são os produtos mais usados da marca Facebook. As três aplicações continuarão a funcionar separadas, mas a base de funcionamento destas irá mudar — a alteração essencial é que passarão a funcionar juntas e cada app será alterada para ser integrada. A infra-estrutura que suporta as três aplicações será unificada. As ferramentas de conversação do Messenger, WhatsApp e Instagram serão três formas diferentes disponíveis na mesma conversa. Isto significa que quem só usa WhatsApp, poderá começar a enviar mensagens criptografadas para outra pessoa que só usa o Facebook — o que nunca foi possível antes.

Qual o objectivo?

O objectivo, segundo Mark Zuckerberg é tornar cada uma das aplicações mais útil e fazer com que as pessoas se envolvam mais com estas — consequentemente, levando a que deixem de usar apps de rivais, como o iMessage da Apple.
O Facebook acredita que com a combinação das infra-estruturas as aplicações serão melhores e portanto mais susceptíveis a ser usadas. Por outro lado, isto também irá gerar mais dados e oportunidades de publicidade, que é onde o Facebook ganha o seu dinheiro.

A partilha dos dados

Chegamos ao ponto em que todos ficamos um pouco alerta com esta fusão, até agora todas as apps foram mantidas separadas, assim como os dados que cada uma captou foram parcialmente compartimentados também.

A forma como as apps trabalham também é diferente, no WhatsApp temos uma abordagem muito discreta, apenas com o pedido de um numero de telemóvel para que a possamos usar, tornando relativamente anónimo se assim o desejarmos. Já no facebook, temos tem de se dar mais informação, o intuito também é ser exposto. A abordagem do WhatsApp sempre foi muito preocupada com a importância da segurança da privacidade das pessoas — mas tal era uma preocupação dos seus fundadores, que deixaram a companhia ser assumida pelo Facebook.

Assim, a mudança poderá ser uma preocupação para quem prefere manter os dados e as suas mensagens seguras no WhatsApp. Há uma possibilidade destes dados serem usados para publicidade, já existem rumores disso e de que a própria app passará a ter anúncios.

De qualquer modo, os reguladores irão participar todos estes receios e é quase certo que haverão mais dúvidas relativamente á restrição do uso de dados para publicidades, por parte do Facebook, de modo a que seja mais restrito do que é, de momento.

Este projecto ainda se encontra em fase inicial, espera-se que esteja terminado no inicio de 2020. É provável que o projeto esteja disponível em versão beta para um pequeno numero de utilizadores, inicialmente, antes de ser lançado oficialmente. Assim como a maioria dos projetos do Facebook, espera-se que o lançamento desta fusão seja pequeno de inicio e que gradualmente ganhe o mercado.