“Terra Nova ” é o nome da nova exposição de Landrick Luzinga

A Galeria Tamar Golan apresentou mais uma exposição inédita, o mais recente trabalho de Landrick Luzinga, intitulado “Terra Nova”, com o qual o artista assinalou dez anos de carreira. A exposição ficará patente ao público até ao dia 18 de março, podendo ser visitada de segunda-feira a sábado, entre as 12h30 e as 19h30 na Rua Rainha Ginga 187, Edifício Rainha Ginga em Luanda, Angola.

Landrick Luzinga nasceu no Uíge em 1988 e passou a infância e juventude na RDC. A sua formação académica é feita em Kinshasa, na Academia de Belas Artes, seguida de estágios em Angola nos ateliers de Etona, Patrício Mawete e Cristiano Mangovo. Ainda durante os estudos em Kinshasa participa em exposições colectivas na capital da RDC, no Espace SADI e na Embaixada da Bélgica, em 2008, e na Academia de Belas Artes, em 2009.

Em Angola, mostra o seu talento pela primeira vez em 2010, no Lubango, no âmbito de um evento colectivo de arte de rua e, em 2011 e 2012, participa em várias exposições colectivas. Ainda em 2012 volta a marcar presença em Kinshasa, com a performace “Francophone”, na Academia de Bela Artes e, em Abril de 2014, participa numa exposição colectiva na ARC em Cape Town. Em 2015 e 2016 participa em diversas exposições colectivas em Luanda, destacando-se ainda a sua participação na exposição “Que Direcção” de Cristiano Mangovo, com a performance “Preocupação de um Criador”. Em Novembro de 2016, Flash Referência é a primeira grande exposição individual do artista em Angola .

Imagem Divulgação

Ainda naquele ano participa na exposição colectiva “Exótica” no Atelier Guilherme Mampuya. Em 2018, marca presença, entre outras, nas exposições colectivas Ensa-Arte, no Museu da Moeda, Tusicama, no Centro Cultural Nzinga Mbandi, e na apresentação da marca Celeste Mampuya, no HCTA. Depois de “Praça Nova”, exposição individual realizada há precisamente um ano na Tamar Golan, Landrick Luzinga apresenta agora “Terra Nova” e comemora dez anos de carreira.

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Com uma assumida inspiração em Pablo Picasso e no Cubismo, Landrick Luzinga pega na mulher Africana, símbolo da vida, nas suas palavras, e exalta a sua beleza e alegria, presta homenagem ao seu espírito de luta e de sacrifício e à forma como sempre tem sabido enfrentar com coragem todas as dificuldades. Elemento dominante nas suas obras, o triângulo desconstrói as figuras, maioritariamente femininas, em faces de múltiplos sólidos

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