Thomas Sankara

32 anos após o seu assassinato, foi erguida a estátua de Thomas Isidore Sankara no Burkina Faso

Thomas Sankara é dos nomes mais sonantes da África contemporânea. O capitão Thomas Isidore Sankara, cujo nome evoca memória, orgulho, dor e raiva, 32 anos após seu assassinato recebeu um memorial com uma estátua de cinco metros na capital de Burkina Faso, Ouagadougou.

Foi no fim de semana passado com a presença do ex-presidente do Gana e amigo de Sankara, Jerry Rawlings, que aconteceu esse marco importante para a história de Burkina Farso, o erguer da estátua de bronze em homenagem ao homem que “renomeou” o seu país de “Upper Volta”. A estátua faz parte agora do memorial Thomas Sankara e foi construída no local onde Sankara foi assassinado juntamente com os seus 12 companheiros, em 1987.

Estátua de Thomas Sankara / Foto: Africa Feeds

Estátua de Thomas Sankara / Foto: Africa Feeds

A estátua de Sankara e o busto dos 12 companheiros foram feitos por um grupo de escultores Burkinabé com a supervisão de Jean-Luc Bambara. A estátua tem cinco metros de altura com uma base de quatro metros. A memória de Thomas Sankara foi em grande parte celebrada e mantida viva pelos africanos, o seu assassinato fez agora 32 anos e foi um dos maiores crimes políticos cometidos no continente. Thomas tinhas paena sum objectivo de vida- ver o seu país, Burkina Faso, livre e uma África livre -o que lhe rendeu a admiração de muitos africanos e até de outros continentes.

O ex-presidente ganense Jerry Rawlings uniu-se a Roch Kabore, o presidente de Burkina Faso, nesta cerimónia solene para erguer a estátua de Sankara. O Presidente Kabore disse que “através de todas essas obras, devemos, através de todo o trabalho que ele fez por esse país, o compromisso pessoal além de sua vida, extrair todas as lições para nós mesmos(…) A busca por justiça está em andamento e estamos esperançosos de que conseguiremos garantir que este caso possa finalmente ser ouvido e que os responsáveis ​​sejam conhecidos”.

Rawlings, amigo de Sankara, aceitou um convite do governo de Burkina Faso em 2016 para presidir num comitê que daria a Sankara um memorial digno. Na inauguração da estátua, Rawlings sublinhou que “temos emoções aqui, mas precisamos aproveitar essas emoções para seguir em frente. Aqueles que caíram aqui nos lembram que estamos a lutar por liberdade e por justiça”.

Durante a trigésima nona sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, Sankara deixou uma mensagem importante para o seu país e para África “eu não sou nem messias nem profeta. Não tenho verdades ”. O que Sankara viu de si mesmo foi, no entanto, totalmente diferente de como seu povo e o povo da África o viram e ainda o vêem, um líder político exemplar, que andou na conversa do mundo e viveu uma vida altruísta.

BANTULOJA
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