A Umoja é uma aldeia no Quénia que foi fundada em 1990 por 15 mulheres que foram violadas por soldados britânicos. Situa-se no norte do território queniano, em Samburu, onde  as ramificações das montanhas do Monte Quénia se fundem com o deserto.

Durante cinco séculos, Samburu foi de forma rigorosa governada em regime patriarcal. Até há pelo menos 25 anos, altura em que Rebecca Lolosoli fundou a aldeia de Umoja, que acabou por ser um porto seguro para as mulheres da região, onde se sentem livres.

Umoja significa “unidade” em suaíle (swahili ou kiswahili, a língua banto com o maior de número de falantes na África Oriental, pelo menos 50 milhões de pessoas) e é uma terra onde os homens foram banidos, pelas atrocidades que fizeram e fazem às mulheres daqueles país.

É um refúgio para as mulheres de Samburu, local onde não sofrem abusos pelas mãos dos homens, como as mutilações genitais e os casamentos forçados. Ao longo dos anos, as mulheres das zonas circundantes de Samburu começaram a sentir-se empoderadas e com alguma força par lutar pelo que querem, e assim começaram a surgir mais aldeias sem homens.

As mulheres de Umoja / Foto: Georgina Goodwin

“Finalmente disse à mãe do meu marido que estava doente, porque tinha que explicar os ferimentos que tinha e a depressão em que me encontrava. Deram-me um remédio tradicional, mas não ajudou em nada. Quando contei ao meu marido que fui violada por outros homens, ele bateu-me com uma bengala. Foi aí que eu desapareci e vim para a aldeia com os meus filhos”, testemunha Jane de 38 anos, no documentário.