Peter Tabichi, professor queniano de Matemática e Física, foi considerado o melhor professor do mundo. O docente gasta 80% do seu salário mensal para ajudar os alunos mais desfavorecidos.

Neste domingo, 24, no Dubai, Peter Tabichi foi recompensado pela sua dedicação em relação aos seus alunos, com a distinção de “o melhor professor do mundo”.

Professor de Matemática e Física, Peter Tabichi esteve entre os dez finalistas de várias nacionalidades, selecionados para esta 5ª edição do evento, que também pretende melhorar a profissão de professor, com um generoso prémio de um milhão de dólares.

De acordo com uma declaração dos organizadores, o professor queniano de 36 anos gasta 80% de seu salário mensal para ajudar os mais desfavorecidos. “A sua dedicação, trabalho árduo e crença no talento dos seus alunos permitiram que a sua escola, numa área rural remota com poucos recursos, ganhasse o Prémio de Melhor Escola nas Competições Nacionais de Ciências Interescolares”.

Um professor dedicado

A falta de infra-estrutura escolar nas zonas rurais em África, no geral, e no Quénia, em particular, levam Peter Tabichi a espalhar o seu conhecimento em salas de aula superlotadas, com 70 a 80 alunos. Muitos desses estudantes percorrem mais de seis quilómetros para chegar à escola.

Tabichi tenta persuadir a comunidade local a reconhecer o valor da educação e visita famílias cujos filhos correm o risco de abandonar a escola por falta de dinheiro para pagar a escola.

“Estou aqui apenas por causa do que os meus alunos realizaram”, disse Tabichi, recebendo o seu prémio. “Este prémio dá-lhes uma chance. Ele diz ao mundo que eles podem fazer tudo o que quiserem”.

Num vídeo gravado pelo presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, e transmitido durante a cerimónia, o líder do país disse: “a sua história é sobre África, um jovem continente cheio de talentos”.

Para o jovem professor, não se trata apenas de reconhecimento ou dinheiro. Alguns dos seus alunos são órfãos e a sua missão é despertar neles entusiasmo para a ciência, levando-os a terem também uma vida digna, não apenas no Quénia, como em todo o continente.