O escritor angolano José Eduardo Agualusa e o moçambicano Mia Couto mostraram-se sábado à noite “impressionados” com a ‘sede’ de literatura manifestada por jovens nos dois países, lamentando a dificuldade no acesso ao livro.

José Eduardo Agualusa e Mia Couto falavam à agência Lusa após terem participado, no teatro Elinga, em Luanda, totalmente cheio, na iniciativa “Falando Com Escritores”, em que o autor angolano apresentou, pela segunda vez em quatro dias, o livro “A Sociedade dos Sonhadores Involuntários”, lançado em Portugal em 2017, mas que só agora foi possível divulgá-lo na capital de Angola.

“Todo o evento correu bastante bem, superou as nossas expectativas, do Mia e minhas também. [Em Luanda, onde está desde terça-feira e de onde parte de regresso à ilha de Moçambique, onde reside atualmente] fiz uma oficina literária, foi incrível, fizemos um conto durante essa oficina, depois fizemos um livro com designers, artistas gráficos e ilustradores e os encontros com escritores também correram muito bem e superou largamente todas as minhas melhores expectativas”, explicou Agualusa.