Mais de 270 filmes, um par de dezenas de actividades paralelas e uma semana de festas são estes os ingredientes para a décima-sexta edição do IndieLisboa.

O festival internacional de cinema está de regresso à capital portuguesa entre esta quinta, dia 2, e 12 de Maio no Cinema São Jorge, Culturgest, Cinemateca Portuguesa e Cinema Ideal.

Respeitando aquele que tem sido o compromisso continuado com a produção nacional, o IndieLisboa 2019 apresenta 53 filmes portugueses, todos em estreia nacional. Volta também a ser diversa a programação de curtas metragens do evento, com uma selecção que da animação à ficção, do documentário aos terrenos mais experimentais, compila novos nomes e figuras consagradas do cinema português e internacional. Em destaque este ano está o cinema brasileiro, ele que é um dos heróis Independentes do festival, pontuando todas as secções com alguns dos mais interessantes nomes da produção de cinema recente do “país irmão”.

Uma seleção que questiona o cinema brasileiro de hoje e pretende abrir a discussão em torno do que acontecerá à sétima arte no futuro de um país a braços com a incerteza política. Este será de resto o tema do debate com alguns desses cineastas a ter lugar a 11 de Maio pelas 17h, na Culturgest.

Atenção especial ainda para as vozes singulares de alguns cineastas que têm vindo a ser presença obrigatória nos festivais, espaços de crítica e salas de cinema por todo o globo. O foco destinado à dupla que mais tem entusiasmado imprensa e público nos últimos 12 meses, Caroline Poggi & Jonathan Vinel, com retrospetiva integral de todas as suas curtas, a estreia da sua primeira longa Jessica Forever, e uma performance em ambiente gammer completamente imprevisível (6 de Maio, Carpintarias de São Lázaro, 21h30). Ainda na secção Silvestre o novo olhar de Jafar Parhadi sobre a cultura iraniana em 3 Faces; o regresso de Lee Chang-dong ao grande ecrã com a adaptação de um conto de Haruki Murakami, de Burning; a filmografia de Mike Leigh, um dos mais consagrados cineastas britânicos da actualidade, em Peterloo, e I Was at Home But, de Angela Shanelec, vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim.

IndieJúnior

Na secção familiar e infantil do festival, o IndieJúnior, as oficinas completam, com desafios, a programação de cinema. Este ano com destaque especial para o som em cinema e a animação. Nas sessões especiais há espaço para o encontro entre a música e a imagem em movimento, no cine-concerto Mundo Animado (4 de Maio, 16h, Culturgest), e um grande piquenique no jardim da Biblioteca das Galveias encerra a sessão Algures entre o Céu e a Terra (11 de Maio, 15h, Culturgest).

Nas Lisbon Talks, o IndieLisboa pensa este ano o lugar do som no cinema, com um painel de conversas e convidados que representam muito do que foi a evolução e prática do meio em Portugal nos últimos anos. À noite, o IndiebyNight ocupa a Casa Independente com festas que dão continuidade à programação de documentários de música (IndieMusic).

Imperdíveis os serão Ama Romanta com João Peste a convidar diversos dos elementos que marcaram a história da editora (9 de Maio), o encontro de 10 artistas mulheres a revisitar muita da música que se fez em Portugal nos últimos 20 anos (10 de Maio) ou a viagem aos sons africanos do psicadelismo pelos comandos dos djsets de Jacco Gardner e Maria P. (8 de Maio).

A programação completa do festival pode ser consultada em www.indielisboa.com ou acompanhada em detalhe na aplicação do festival, disponível para iOS e Android.

Os bilhetes já podem ser comprados nas bilheteiras centrais da Culturgest, Cinema São Jorge, no Cinema Ideal e no site da Ticketline.