França acolhe desde o dia 7 a oitava edição do Campeonato do Mundo de Futebol Feminino, cujas expectativas anunciam que irá bater todos os recordes das competições anteriores.

“Vai ser uma Copa do Mundo notável. O nível da competição, quatro anos depois da última, aumentou exponencialmente”, afirma Jill Ellis, técnica da seleção dos Estados Unidos, atual campeã mundial. “Equipas diferentes estão em ascensão, e vai ser um Campeonato do Mundo muito aberto, estamos entusiasmados.”

O interesse do público é considerado alto. As entradas para as semifinais e para a final, todas disputadas no Parc Olympique Lyonnais, em Lyon, já estão esgotadas, assim como aconteceu com os ingressos para o jogo de abertura, França-Coreia (4-0) no Parc des Princes, na capital francesa. O bilhete para assistir a alguns jogos chega a custar apenas nove euros.

A equipa dos Estados Unidos está entre as favoritas, depois de vencer a Copa do Mundo por três vezes e as Olimpíadas quatro vezes.

Na equipa francesa as principais estrelas – Sarah Bouhaddi, Wendie Renard, Amel Majri, Amandine Henry e Eugenie Le Sommer, todas do clube de Lyon, que ganhou quatro títulos consecutivos da Liga dos Campeões – têm visto a sua quota de popularidade aumentar exponencialmente.

Já a Alemanha venceu dois Campeonatos do Mundo e oito Campeonatos da Europa de futebol feminino. Japão e Noruega venceram a Copa do Mundo uma vez cada.

No entanto, o domínio das americanas e das alemãs está cada vez mais ameaçado, já que algumas das outras potências tradicionais do futebol, que durante anos não levaram o futebol feminino tão a sério, estão-se a tornar cada vez mais competitivas.

Inglaterra e França, terceira e quarta do mundo, chegam com esperanças genuínas de conquistar o título. Espanha, Holanda e Itália também fazem parte do top 15. 

Uma das grandes estrelas deste mundial é a brasileira Marta, com 15 golos, a ponta de lança é recordista em Campeonatos do Mundo. Eleita seis vezes melhor jogadora do mundo pela Fifa. Possivelmente este será o último mundial da craque brasileira, assim como o da americana Megan Rapinoe, que conquistou o título há quatro anos.

A Copa do Mundo de Futebol Feminino da Fifa existe desde 1991, sendo realizada a cada quatro anos – como no caso dos homens. Esta edição vai de 7 de junho e até 7 julho, reunindo 552 jogadoras de 24 seleções, das quais três são africanas: Nigéria, África do Sul e Camarões.

As duas melhores equipas competirão na final, a ser realizada a 7 de julho no estádio de Lyon. Um dia antes, a partida pelo terceiro lugar acontece em Nice.