“Lusofonia na casa” é a última frase dita por Vado Más Ki Às numa das músicas do primeiro EP de F Flava, e é a frase que melhor descreve o projeto. Portugal, Cabo Verde, Angola e Brasil numa panela só resultaram no One Dream, o primeiro EP do DJ e produtor português.

Quem é, ou foi, habitué das noites africanas em Lisboa com certeza já ouviu falar do DJ Fofuxo. Agora, numa fase mais madura e com “uma consciência mais aberta”, o artista decidiu renovar o seu nome para F Flava.

Um dos primeiros frutos dessa renovação é One Dream. A obra é um convite à celebração de novos ritmos e batidas musicais. Amante da música eletrónica e de fusões contemporâneas, F Flava acredita num espaço onde todas as culturas e tribos dançantes cabem harmoniosamente.

Para o artista, a música tem o poder de elevar valores maiores e, no seu tema “Respeito”, aclama a uma sociedade mais unida, valorizando as suas diferenças culturais.

Pop, ritmos brasileiros, reggaeton, trap, dancehall, afroSwing e o hip hop são as sonoridades que adoçam o projeto.

“Este álbum é como se fosse a declaração de um trabalho a solo. É um trabalho 100% meu do princípio ao fim. Estive envolvido em todas as circunstâncias da criação do meu trabalho. Agora é o meu momento. É o meu sonho.”

Realização: Blackrose

One Dream, que levou três anos a ser desenvolvido, conta com a especial participação dos artistas Vado Mka e Rahiz a representar Cabo Verde, Deezy, Monsta e Felishiia de Angola, Equipe Explosão (Mc Dot) e Scardini do Brasil, Josh Elle, um Jovem músico português residente no Reino Unido, e um convidado especial Jula Fatstash, a representar Jamaica.

Na entrevista vídeo, em exclusivo para a BANTUMEN, F Flava explica-nos que o single promocional “Respeito” surge de um “sentimento real”. “É a sua vida e tantas outras que vieram do bairro. “Não é por ter vindo de um bairro (Damaia) que sou uma má pessoa ou que sou alguém abaixo ou acima de qualquer outro ser humano, e tomo bastante cuidado com o que sou e represento. Ter vindo dali fez de mim um ser humano melhor.”