Fogo Fogo, já ouviste falar? É o grupo que te vai fazer recordar, ou apresentar, as sonoridades d’Os Tubarões de Bana, fervor das músicas de Finaçon, Bulimundo ou as histórias populares de Code Di Dona e Nacia Gomi. É o nha terra nha cretcheu nas curvas de uma crioula de S. Bento ou do Intendente, em Lisboa.

Este projeto “filho da Casa Independente”, que engrena o tradicional no moderno, acaba de editar Dia Não, o segundo EP da banda.

Fogo Fogo é um projeto que surgiu do desafio feito pela Casa Independente ao músico João Gomes para que reavivasse os bailes dançantes de domingo, evocando esta Lisboa vibrante e avassaladora, essa Lisboa onde cabe toda a África, mas sobretudo a que fala português, a do passado, presente e a do futuro. 

João Gomes (teclas) convidou Francisco Rebelo (baixo), Marcio Silva (bateria) e David Pessoa (guitarra) que, em conjunto com Danilo Lopes (numa guitarra ainda mais conhecedora do panorama musical de Cabo Verde) dão voz aos temas interpretados.

De acordo com um comunicado enviado à redação, o Sucessor de Nha Cutelo (2018), será apresentado ao vivo durante os próximos meses de verão, num conjunto de concertos que os Fogo Fogo estão agora a anunciar. Depois do concerto de apresentação na Casa Independente em Lisboa, o funaná da banda chega à Herdade do Esporão já a 22 de junho, a Viseu a 02 de julho e em agosto passa por CemSoldos, Algueirão-Mem Martins, Salvaterra de Mago e ainda pelo Luxemburgo.

Este novo EP apresenta, por um lado, o single “Dia Não”, escrito por David Pessoa, que dá nome a este novo lançamento, e, no lado B, um tema não inédito de Danilo Lopes – Manhã, que foi previamente gravado pela Orquestra Todos, projeto onde Danilo e João Gomes se conheceram musicalmente, e que lançou um disco no ano de 2011 que incluía um outro arranjo deste tema. Aqui a canção recebe um novo “tratamento”, que o aproxima mais à sonoridade “retro” e mais urbana dos Fogo Fogo. 

O single foi gravado nos EstúdiosNamouche, misturado nos estúdios “Ponto Zurca” e produzido exclusivamente pela banda. A capa de Dia Não é assinada pelo artista plástico Francisco Vidal e faz parte de uma série de nove pinturas assinadas pelo autor.

Dia Não, que conta com mais duas canções da banda, nasce na Casa Independente e tem o selo discográfico EspantaBjon, o nome dos eventos no mesmo espaço.