Nimsay é Yasmin Fonseca, cantora portuguesa de RnB e Soul de 22 anos. Nascida em Lisboa, de descendência cabo-verdiana e angolana, Nimsay é um nome a reter no que toca à música urbana da atualidade.

A jovem artista está associada à Bando Music, label de Toy Toy T-Rex, e acaba de lançar o seu primeiro projeto musical, homónimo. O trabalho conta com sete faixas.

O EP Nimsay transborda sentimentos e emoções, numa modesta exposição da vida amorosa da cantora. O amor e a falta dele e o facto de este ser um sentimento, por vezes, demasiado doloroso para ser sentido, é o mote do EP.

O objetivo da artista é conseguir que os seus ouvintes se relacionem com a sua música e, principalmente, e que a sintam como sua, como explicou Nimsey à BANTUMEN.

Fala-nos um pouco de como cresceste.

Devido à separação dos meus pais, aos quatro anos, fui morar com a minha avó materna na Ajuda, em Lisboa, onde fiquei até à entrada no segundo ciclo e onde tive uma educação bastante regrada. Daí a diante, voltei a morar com a minha mãe em Monte Abraão, na Linha de Sintra, onde pude explorar melhor quem eu era e onde pude reencontrar os meus amigos de infância. Era onde me sentia realmente em casa. Nem sempre foi fácil visto que era só eu e a minha mãe, mas nunca me faltou nada. Ela sempre foi e sempre será uma grande mulher e fez de mim uma rapariga batalhadora e sonhadora. E, apesar de nem sempre concordarmos uma com a outra, damo-nos muito bem. 

Como é por que entraste para o mundo da música?

A música sempre foi a minha primeira paixão, sendo que é a música que me alimenta a alma e acho que começou daí. Andava sempre a cantar por toda a parte, em casa, na escola, no trabalho, etc… Sempre ouvi dizer que cantava bem mas nunca foi algo muito sério, até porque tinha outras paixões, outras ambições além da música. Mas houve alguém que me fez acreditar que eu tinha talento o suficiente para tentar, que sempre me envolveu nos seus projetos. É alguém que me ajudou a evoluir e que puxou por mim até eu deixar de ter medo e essa pessoa foi o Toy.

Quando e onde gravaste a tua primeira faixa?

Lembro-me perfeitamente da primeira faixa que gravei, até porque foi a partir daí que decidi que queria investir no meu talento musical. Foi em 2012, quando o Toy me convidou para cantar no refrão do “Longe do Planeta”. Lembro-me de estar nervosa porque era a minha primeira vez em estúdio mas o Toy fez-me ficar super à vontade e gravamos o refrão numa tarde.

O que te atrai para a música ?

Sempre fui amante da música. Acho que o que me cativa são as vozes, as melodias, as emoções, os sentimentos, as histórias por detrás das músicas. O facto de se partilhar mil coisas em três minutos. 

O que é que já incluíste no teu “CV”?

Participei na mixtape Meu Espaço, de T-Rex, em 2015, na faixa “Got It”, no EP Máfia em “Represento”, Chá de Camomila em “Quero” e por fim o meu primeiro projecto Nimsay. A única pessoa com quem trabalhei que considero importante foi o T-Rex não por ser o T-Rex mas por ser o meu mentor desde o day one.

Quais as tuas influencias?

Sempre fui muito influenciada pelo Soul, R&B e o rap americano. Ouço de tudo um pouco mas sou mais influenciada por esses dois tipos de música. Acho que artistas como Tupac, Lauryn Hill, Rihanna, J. Cole, Nina Simone entre outros, foram grandes influências na minha vida, grandes artistas que fizeram parte do meu crescimento.

Como olhas para música feita em Portugal, Cabo verde e Angola, em especial o da nova geração ?

Sempre respeitei muito a música portuguesa porque não é qualquer um que consegue fazer boa música em português. Acho que a música tanto como em Portugal, Cabo-Verde e Angola evoluiu bastante apesar de precisarmos de mentes mais abertas e reparar a quantidade de talento escondido ou não reconhecido que existe nestes três países. Eu acho que a nova geração está a revolucionar a música, estamos a criar novas vibes, estamos a criar um novo mundo.

Ouve o EP “Nimsay” abaixo