Foi há 44 anos que São Tomé e Príncipe alcançou a Independência, a 12 de julho de 1975. E, a BANTUMEN aproveita esta data comemorativa para dar-te a conhecer mais sobre o petit gâteau de África, que só em 2018 foi visitado por mais de 30 mil turistas. Se ainda não escolheste o teu próximo destino de férias, estás a um clique de descobri-lo.


Foi em 1470 que os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar desbravaram o mar e numa expedição heróica ao desconhecido encontraram duas ilhas ainda por habitar, em pleno Golfo da Guiné.

São Tomé e Princípe / Foto: Dário Pequeno Paraiso
São Tomé e Princípe / Foto: Dário Pequeno Paraiso

Os nomes que viriam mais tarde a ser atribuídos, um religioso e outro próprio das famílias reais, deixam antever que este país hoje designado de República Democrática de São Tomé e Príncipe – constituído por duas ilhas principais e cerca de uma dezena de ilhotas – é diferente e mágico. Mas, como diz São Tomé, é preciso ver para crer.

E, quem chega rapidamente conclui que as paisagens deste país situado no Golfo da Guiné, são poesias materializadas em imagens impossíveis de descrever. A poesia sente-se na dança da chuva sob o olhar atento dos picos; na capacidade da chuva em iluminar o verde; no contraste entre o azul translúcido do mar e o preto das rochas vulcânicas que o circundam; na natureza inebriante e prodigiosa e no povo de sorriso fácil que não oculta as suas maiores riquezas: simplicidade, simpatia, delicadeza e espírito acolhedor.

São Tomé e Princípe / Foto: Dário Pequeno Paraiso
São Tomé e Princípe / Foto: Dário Pequeno Paraiso

Saborear as Ilhas Maravilhosas – como são carinhosamente apelidadas – é deixar-se invadir pelo cheiro a café, o sabor do cacau, a frescura invejável do peixe, do polvo e do marisco e perder-se numa imensidão de cores e sabores de frutas, nomeadamente o safu, que diz quem sabe, que quem prova regressa. 

Aqui o tempo não adquiriu a velocidade própria das grandes urbes, onde foge por entre os dedos como pequenos grãos de areia. Neste pequeno paraíso – com pouco mais de 200 mil pessoas – o ritmo, tal como a vida, é leve-leve. Ideal para quem quer parar e sentir sem tempo. Porque afinal de contas, sentir é viver. 

São Tomé e Princípe / Foto: Dário Pequeno Paraiso

Por último, atividades como o mergulho; o surf; a observação de aves; a observação da desova das tartarugas e visitas a lugares de memória como as roças de cacau e café – que nos convidam a olhar e repensar a história – juntam-se à equação e tornam São Tomé e Príncipe um paraíso que não podes deixar de descobrir, explorar e experienciar.

"Nasci no ano que o telescópio Hubble foi lançado. Mas, à medida que ele comprovava que "lá em cima há planícies sem fim", mais eu acreditava que cá em baixo há um mundo por contar. Nos últimos anos, tenho-me dedicado a contar estórias de, e sobre, os PALOP. Ser jornalista é a minha paixão, o sonho é contribuir para um mundo mais justo. Vamos a isso?"