Isa tem 23 anos trava uma luta que deveria ser unânime entre os seus pares: a união entre as mulheres. Uma união pelas mesmas batalhas, desprovida de barreiras cromáticas, culturais ou de ideais, e que lança o repto para o projeto fotográfico Afro-European Togetherness.

Voir cette publication sur Instagram

I bought and held my first camera on December 25th, 2014. Since then I started roaming around the streets of London, all by myself. You know.. getting off early, going back late, very late. My mum always forgave me though. But I knew. I was just seventeen but I really knew that photography was my thing. I always liked photography but I spent most part of my life doubting my own vision and just trying to blend and get along, you know.. belong. But I’m an odd person. I recall being young and doing clicks without actually owning a camera . I used to imagine that I had one and thinking that a variety of moments, situations and compositions would make the perfect memory. I feel truly happy and fulfilled to b able to call this my own project and vision and be as odd and quirky as I like to be. Here’s to Maria’s vision and purpose and here’s to all of you who captured, participated and embraced this project 🖤 Ps: This photo was taken by one of my models and favourite Marias, @kagipmendes and the model rocking this photo with me is @_jessicabalde , also known as “my twin sister”. So many years of friendship and here we are, supporting each other’s dreams. Project by : @amariacrespa Photographers : @johnysemedo_ (Main photographer) @amariacrespa Team : @_jessicabalde @kagipmendes @the.vegan.cashier @yhara_pbf @ahelena_araujo @yhara_pbf @vaniaaraquel . . . . . #afroeuropean #melaninqueen #cocoabombshells #amariacrespa #portugueseblogger #bloggerpt #fentybeauty #togetherness #hmxme

Une publication partagée par maria maria maria (@amariacrespa) le

A blogger e criadora de conteúdo, conhecida pelo pseudónimo de Maria Crespa, juntou nove modelos, onde a diversidade de tons de pele reina, para serem fotografadas por Johnny Semedo, na paisagem idílica da Praia da Ursa, em Sintra, Portugal. A produção e coordenação ficou a cargo da própria, assim como algumas das fotografias, uma outra paixão sua que pretende desenvolver.

O projeto surgiu numa fase em que a depressão entrou na sua vida. “Há quatro anos fui diagnosticada com uma doença rara nos meus dois olhos, o que me obrigou a adiar o meu curso superior em duas ocasiões diferentes e originou a depressão contra a qual tenho lutado através do conteúdo que partilho. E ao dar o meu testemunho notei que não só mulheres como eu se sentiram sensibilizadas, mas muitas outras.
Então decidi criar um projecto chamado Afro-European Togetherness, no qual eu pude transmitir o sentimento de união e cumplicidade”, disse à BANTUMEN.

Apesar da sua exposição nas redes sociais ter sido impulsionada pela necessidade de empoderar a mulher negra, nos seus vídeos e publicações, Maria Crespa também aborda assuntos relacionados com a saúde mental, sustentabilidade e união racial.

“Sinto que a sociedade desune muito as mulheres de diferentes formas, mas que nenhuma é justificável e que a melhor forma de lutar contra isso é mostrarmos a nossa vulnerabilidade umas às outras. Arregaçarmos as mangas e lutarmos juntas. Nós, mulheres precisamos cuidar umas das outras como se tivéssemos crescido na mesma casa e partilhado o mesmo quarto, os mesmos medos e dúvidas, as mesmas inseguranças e também descobertas. Porque no final somos todas irmãs, somos família.”