“Eles fizeram a honra e grandeza da França, e ainda quem entre nós hoje se lembra de seus nomes, seus rostos?”. Foi a pergunta que o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, deixou no ar durante a homenagem feita esta quinta-feira, 15, aos soldados africanos que participaram na Segunda Guerra Mundial com as cores gaulesas.

Na tribuna da cerimónia do 75.° aniversário do desembarque na Provença estavam presentes os presidentes da Guiné, Alpha Conde, e Costa do Marfim, Alassane Ouattara. Macron elogiou os “atiradores marroquinos, tunisinos, argelinos, os Zouaves (tribo berbere de Kabyle) e os atiradores senegaleses que eram, na verdade, de toda a África sub-saariana”.

A “Operação Dragoon” ocorreu a 15 de agosto de 1944. Mais de 450 mil soldados, dos quais 250 mil provinham das colónias gaulesas de África, lançaram uma ofensiva nas praias do sul de França para libertar o país do jugo das forças de Adolf Hitler.

“Os nomes, caras, vidas desses heróis africanos devem fazer parte de nossas vidas como cidadãos livres, porque sem eles nós não seríamos.” Emmanuel Macron pediu aos seus autarcas para renomear ruas, praças e monumentos em homenagem aos combatentes africanos do exército francês durante a Segunda Guerra Mundial .

“Apelo aos prefeitos da França para que façam viver os nomes de nossas ruas, nossas praças, nossos monumentos e nossas cerimónias, a memória daquelas pessoas que fazem a África orgulhosa e dizem da França o que ela é”.