Uma nova geração do hip-hop angolano tem surgido dos que nasceram depois de 2000, e nomes como Rigoberto Torres, que nasceu a 4 de Fevereiro de 2000, em Luanda, é o exemplo mais puro do talento desta nova geração de rappers.

Rigoberto está associado à label e produtora B-ÜNIK, liderada por D3GV$ que já foi entrevistado aqui na BANTUMEN.

Rigoberto Torres aka Rigo Flow começou a envolver-se com o mundo musical por influência da mãe e do irmão mais velho, que ouviam muito rap em casa. Por volta dos 12 anos, os amigos sugeriram na brincadeira comporem todos uma letra de rap. Como Rigoberto já “convivia” com a sonoridade foi uma tarefa fácil.

A paixão pelo movimento, sem mencionar, claro, a atração pela música em si, surgiu através do estilo, forma de vestir e ser dos rappers norte-americanos.

“As influências no rap feito em português passam por Abdiel e Sam The Kid porque identifico-me muito com a forma deles de cantarem. No rap norte-americano são na maioria rappers OG’s de Nova Iorque, como Big L, Big Pun, Nas, DMX, 50 Cent, Wu Tang Clan e Mobb Deep.”

Sobre a nova geração, “respeito muito aqueles que conseguem enquadrar-se no estilo de beat mais antigo, o boom bap. Há rappers que nunca sequer apreciaram o rap de antigamente, nascem e crescem a ouvir trap e aquela história do hip hop para eles já não existe.”

O jovem artista considera que os membros do seu team inteiro são as pessoas mais importantes com quem já trabalhou.

Na lusofonia, Rigoberto acha que o rap feito em Portugal é o que mais espaço tem dentro da comunidade, até porque cresceu a ouvir Sam The Kid, Valete e Bob da Rage Sense. Hoje, tem ouvido Wet Bed Bang também. De Moçambique ouve muito Azagaia e Hernâni da Silva. Do Brasil ouve muito Matuê, que é mais trap.

Atualmente, Rigoberto tem estado em estúdio a trabalhar no primeiro projeto a solo, que será um EP com data prevista de lançamento para outubro deste ano ainda. “Podem esperar por músicas muito diferentes entre si, irei mostrar a minha versatilidade”.

Rigo Flow explicou também que sente que este é o seu momento e que tem de saber aproveita-lo. “O tempo dá as melhores respostas e sei que Deus tem boas surpresas para nós porque ele tem visto o nosso esforço e dedicação para alcançar os nossos objetivos”.

Quanto à concorrência no movimento apenas vê o seu amigo Uami Ndongadas, porque é um rapper que aprecia e por ser do seu team. “Temos formas de dropar semelhantes”, explica-nos.

O mais importa na carreira é manter-se focado, e não apressado, dar tempo ao tempo mas não desleixar-se, “ter amor à camisola e manter os amigos por perto, pois dão muita força pra continuar”.

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